Publicado 07/07/2026 13:39

O Parlamento Europeu aprova auxílios para compensar o aumento nos custos dos fertilizantes

Os Estados-membros poderão antecipar mais pagamentos da PAC para facilitar as compras antes da próxima safra

Um drone de fertilização sobrevoa o local durante a apresentação do Plano Estadual de Fertilizantes, na Finca de Maíz, em 6 de julho de 2026, em San Martín de la Vega, Madri (Espanha). Esse plano visa alinhar-se ao já apresentado pela União Europeia e tem
Jesús Hellín - Europa Press

BRUXELAS, 7 jul. (EUROPA PRESS) -

O Parlamento Europeu aprovou nesta terça-feira uma reforma urgente da Política Agrícola Comum (PAC) que permitirá aos Estados-membros conceder auxílios para cobrir, em alguns casos, até 80% do custo adicional que os agricultores enfrentam com a compra de fertilizantes, com o objetivo de garantir o abastecimento para a próxima safra agrícola e evitar uma queda na produção.

A reforma, apresentada pela Comissão na primavera e apoiada pelo Parlamento Europeu com 576 votos a favor, 62 contra e 15 abstenções, permitirá ainda aumentar de 70% para 75% os adiantamentos dos pagamentos diretos da PAC e repassá-los aos agricultores imediatamente após a apresentação do pedido, sem esperar pelo cronograma habitual previsto para outubro.

Uma iniciativa que, segundo o Parlamento, foi tramitada pelo procedimento de urgência para que as novas medidas possam entrar em vigor o mais rápido possível e os trabalhadores rurais disponham de liquidez suficiente para arcar com o aumento do custo dos fertilizantes antes do início da próxima safra.

Além de aumentar os adiantamentos, o novo quadro, que agora deverá receber a aprovação formal do Conselho (Governos), concede aos Estados-Membros maior flexibilidade para reorganizar os orçamentos destinados aos pagamentos diretos da PAC do próximo exercício, com o objetivo de adaptar os auxílios às necessidades decorrentes do aumento dos preços desses insumos.

De modo geral, esses subsídios poderão cobrir até 50% dos custos adicionais decorrentes de sua compra, porcentagem que subirá para 80% para os agricultores que participam de programas ecológicos ou compromissos agroambientais destinados a reduzir o uso de fertilizantes químicos.

A reforma responde ao forte aumento do preço desses insumos que, conforme consta no texto, representam até 16% dos custos de produção de muitas explorações agrícolas e cujo encarecimento ameaça reduzir as colheitas e elevar o preço dos alimentos.

De acordo com os dados incluídos na proposta, a União Europeia importa cerca de 30% dos fertilizantes nitrogenados e 70% dos fertilizantes fosfatados utilizados na agricultura, enquanto a produção comunitária depende em grande medida do gás natural.

O texto atribui esse aumento dos preços às tensões geopolíticas dos últimos anos, entre elas a invasão russa da Ucrânia e, mais recentemente, a crise no Oriente Médio e o bloqueio do Estreito de Ormuz, fatores que encareceram tanto a energia quanto as matérias-primas necessárias para a fabricação de fertilizantes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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