Publicado 19/05/2026 10:20

O Parlamento Europeu apoia o reforço da vigilância sobre os investimentos de países terceiros, como a China, em setores de risco na

Sessão plenária do Parlamento Europeu em Estrasburgo (França)
LAURIE DIEFFEMBACQ

BRUXELAS 19 maio (EUROPA PRESS) -

O plenário do Parlamento Europeu aprovou nesta terça-feira a reforma das regras sobre investimentos estrangeiros para permitir um acompanhamento mais rigoroso da entrada de países terceiros, como a China ou a Rússia, que possam representar um risco em setores sensíveis da União Europeia, como telecomunicações, transportes ou matérias-primas.

Com o apoio de 508 votos a favor, 64 contra e 90 abstenções, o plenário reunido em Estrasburgo (França) aprovou uma regulamentação que a instituição considera fundamental para a segurança do bloco e que estabelece a obrigação dos Estados-Membros de controlar os investimentos em setores sensíveis, como a defesa, os serviços financeiros e os semicondutores.

A nova norma também se aplicará às transações dentro da União Europeia nas quais a entidade investidora seja, em última instância, controlada por pessoas físicas ou entidades de um país de fora da União.

O objetivo é que a reforma garanta que todos os Estados-Membros disponham de um mecanismo de seleção, com normas nacionais mais harmonizadas, e que permita também determinar um âmbito setorial mínimo no qual todos os países da UE devam examinar os investimentos estrangeiros e ampliar a vigilância aos investidores europeus apoiados por terceiros.

No entanto, os eurodeputados alertam que serão necessárias mais medidas em escala europeia para fazer face aos riscos para a segurança econômica decorrentes dos investimentos estrangeiros e lembram que Bruxelas apresentou, em março passado, uma lei de aceleração industrial que também avança nessa linha, com condições específicas para a entrada de capital estrangeiro em determinados setores estratégicos.

O novo quadro ainda precisa da aprovação formal dos Vinte e Sete para se tornar lei, após o que entrará em vigor e começará a ser aplicado 18 meses depois.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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