Publicado 16/07/2025 12:22

O Panamá lutará contra a reivindicação da Sacyr de até 1,7 bilhão em compensação pelo Canal.

Archivo - Arquivo - Novas eclusas para a expansão do Canal do Panamá
SACYR - Arquivo

MADRID 16 jul. (EUROPA PRESS) -

O governo do Panamá já contratou assessores jurídicos para se defender da arbitragem iniciada pela Sacyr, na qual está reivindicando até 1.700 milhões de euros por custos excedentes nas obras que realizou entre 2009 e 2016 para ampliar o Canal do Panamá.

Especificamente, o Conselho de Ministros do país pagará até 6,5 milhões de dólares (5,6 milhões de euros) à empresa norte-americana Arnold & Porter Kaye Scholer para representá-lo legalmente perante a Comissão das Nações Unidas para o Direito Comercial Internacional (UNCITRAL), onde a arbitragem está sendo resolvida.

Trata-se de um contrato que se arrastou por vários anos de litígio entre o Panamá e o consórcio GUPC - 41,6% pertencente à construtora espanhola - porque a obra foi adjudicada por US$ 3,2 bilhões, mas acabou custando US$ 5,58 bilhões, quase o dobro.

Já em 2020, o presidente da Sacyr, Manuel Manrique, chegou a afirmar que essa era uma história do passado da empresa, em uma tentativa de virar a página, e nas últimas assembleias de acionistas reiterou que todos os valores que poderiam ser negativos para a empresa já foram provisionados: "Só podemos ter lucro", argumentou.

No entanto, os efeitos do que é considerado o maior projeto de engenharia do século XXI ainda estão presentes, e a República do Panamá está procurando se armar legalmente para truncar as últimas reivindicações da Sacyr.

Especificamente, no Cnudmi (conhecido em espanhol pelo acrônimo Uncitral), está sendo resolvida uma arbitragem iniciada sozinha pela Sacyr (sem seus parceiros italianos Webuild e o belga Jan de Nul), avaliada entre 1 e 2 bilhões de dólares (861 e 1.723 milhões de euros).

As disputas são resolvidas de acordo com o Acordo de Proteção e Promoção Recíproca de Investimentos entre a Espanha e o Panamá, considerando que o comissionamento das obras é atribuído à República do Panamá, algo que a Sacyr solicitou contra os critérios do Estado panamenho.

Os últimos acontecimentos desse litígio foram a recuperação, em 2022, de US$ 250 milhões em garantias pelo consórcio construtor e a rejeição, pela Suprema Corte dos Estados Unidos, de um recurso apresentado pelo consórcio contra um pagamento que teve de fazer de US$ 265 milhões à Autoridade do Canal do Panamá (ACP) em 2020.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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