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A empresa de tecnologia Dell critica a posição da Anthropic por seu impasse com o governo dos Estados Unidos MADRID 12 mar. (EUROPA PRESS) -
A empresa de defesa americana Palantir indicou que, no futuro, a empresa “provavelmente” integrará outros modelos de inteligência artificial além do “Claude” e dos demais produtos da Anthropic, depois que o Departamento de Guerra dos Estados Unidos classificou essa empresa como um risco para a cadeia de suprimentos por se recusar a permitir seu uso para determinados fins militares.
“O Departamento de Guerra planeja eliminar gradualmente a Anthropic. Atualmente, isso não aconteceu. Nossos produtos estão integrados com a Anthropic e, no futuro, provavelmente serão integrados com outros modelos de linguagem importantes devido a essa disputa”, indicou o CEO e cofundador da Palantir, Alexander Karp, em entrevista à rede CNBC.
Ainda assim, o executivo sustentou que seus produtos defendem o direito à privacidade dos cidadãos americanos, erigindo-se como o “principal defensor” desse direito consagrado na Quarta Emenda da Constituição dos Estados Unidos. No entanto, Karp garantiu que a questão atual não está na vigilância, mas no “campo de batalha”.
“No campo de batalha, onde enfrentamos aqueles que querem nos matar, e onde homens e mulheres, as pessoas mais nobres deste país e, aliás, a única instituição (o Exército) neste país amplamente respeitada por todos os setores demográficos (...), merecem a melhor e mais letal tecnologia do mundo, e na Palantir vamos garantir que eles a obtenham”, esclareceu.
Nesse sentido, ele deu como exemplo outros modelos desenvolvidos por empresas como OpenAI, Nvidia ou Google, que poderiam estar na mira de Karp para possíveis integrações em seus produtos.
Ele também destacou que considera relevante restringir essas tecnologias para a aplicação da lei ou para muitos outros casos, uma vez que “podem desmantelar (...) os direitos que nos foram concedidos”.
DELL CRITICA A ANTHROPIC Por sua vez, o CEO da Dell Technologies, Michael Dell, afirmou que as empresas que prestam serviços aos governos não podem “ditar” o que eles podem ou não fazer, em linha com a disputa iniciada pela Anthropic contra o Departamento de Guerra dos Estados Unidos.
“Não acredito que uma empresa possa ditar a um governo soberano o que fazer com suas ferramentas. Simplesmente não acredito que seja um modelo viável”, afirmou o executivo da Dell em entrevista à Bloomberg TV.
A Anthropic entrou com uma ação contra o Executivo americano na segunda-feira, classificando a designação como uma ação “sem precedentes e ilegal” e alertando para o dano “irreparável” causado à empresa, apesar de continuar usando os produtos da empresa, que anunciou que irá reduzir gradualmente.
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