Publicado 12/06/2026 08:06

Os ministros das Finanças da UE apoiam o aumento do financiamento do BEI para as áreas de defesa e energia

Archivo - Arquivo - A primeira vice-presidente e ministra de Assuntos Econômicos e Transformação Digital, Nadia Calviño, preside a cerimônia de entrega da 6ª edição do Prêmio Discapnet da Fundação ONCE para Tecnologias Acessíveis, no Auditório do Matadero
Alberto Ortega - Europa Press - Arquivo

LUXEMBURGO 12 jun. (EUROPA PRESS) -

Os ministros das Finanças da União Europeia apoiaram nesta sexta-feira a estratégia do Banco Europeu de Investimento (BEI) para aumentar sua capacidade de financiamento e assumir mais riscos, com o objetivo de mobilizar investimentos em defesa, segurança energética e inovação tecnológica.

Os 27, reunidos em Luxemburgo no Conselho de Governadores da instituição, endossaram a meta do BEI de destinar, em 2026, 5% de todo o seu financiamento dentro da UE a projetos relacionados à segurança e defesa, após quadruplicar esse tipo de investimento para ultrapassar 4 bilhões de euros em 2025, conforme informado pelo banco em um comunicado.

A entidade prevê manter este ano um volume de financiamento de 100 bilhões de euros, após atingir esse valor também em 2025. De acordo com os dados apresentados aos ministros, o grupo ampliou sua atuação em áreas como redes de energia, transporte, água, habitação e apoio à Ucrânia.

No setor energético, o BEI destacou que financia aproximadamente metade dos investimentos realizados em redes elétricas na Europa e participa de um em cada cinco projetos de energia solar, um em cada três parques eólicos terrestres e na maioria dos empreendimentos eólicos marítimos do bloco.

Além disso, destacou os avanços de seus programas de eficiência energética para pequenas e médias empresas, com o objetivo, segundo defende, de ajudar cerca de 350.000 empresas a reduzir custos energéticos e avançar na descarbonização de suas atividades.

APOSTA NA SOBERANIA TECNOLÓGICA

Outro dos eixos prioritários da estratégia passa pelo reforço da soberania tecnológica europeia por meio do 'TechEU', o principal programa financeiro da UE destinado a projetos de inteligência artificial, tecnologias limpas, tecnologias avançadas e infraestruturas digitais.

O grupo afirma ter comprometido mais de 22 bilhões de euros para iniciativas ligadas a este programa durante o ano passado e prevê ampliar o apoio a empresas emergentes e de rápido crescimento para evitar que projetos tecnológicos estratégicos desenvolvidos na Europa dependam de financiamento externo.

No âmbito dessa estratégia, o Fundo Europeu de Investimentos, braço do grupo especializado em PMEs e capital de risco, impulsionará uma ampliação da Iniciativa Europeia dos Campeões Tecnológicos, criada em 2023, com o objetivo de mobilizar até 15 bilhões de euros e atrair novos investidores públicos e privados.

DEFESA E APOIO À UCRÂNIA

A instituição também ampliou os critérios de elegibilidade de seus empréstimos para financiar projetos militares e investimentos ligados a toda a cadeia de suprimentos europeia de segurança e defesa, desde infraestruturas críticas e instalações militares até atividades de pesquisa e desenvolvimento ou apoio a pequenas e médias empresas do setor.

Fora da UE, o BEI reiterou que a Ucrânia continuará sendo sua principal prioridade e destacou que, em 2025, aprovou um volume recorde de financiamento para projetos destinados a reforçar a resiliência econômica do país e garantir o funcionamento de serviços essenciais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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