Europa Press/Contacto/Li Rui
MADRID, 28 ago. (EUROPA PRESS) -
O Tesouro dos Estados Unidos colocou nesta sexta-feira na mira o banco Misr, a segunda maior instituição financeira do Egito, ao anunciar medidas para impedir que sua filial nos Emirados Árabes Unidos tenha acesso ao sistema financeiro norte-americano devido a supostas transações com o Irã. Essa seria a primeira medida de grande alcance desde que o presidente Donald Trump anunciou, há alguns dias, uma “guerra econômica” contra Teerã.
Especificamente, a Rede de Controle de Crimes Financeiros (FinCEN) do Departamento propôs uma norma que revogaria o acesso da filial do Misr nos Emirados Árabes Unidos às “relações de correspondência bancária com instituições financeiras americanas”.
O Tesouro considera que a instituição financeira é “um eixo financeiro fundamental para o regime” iraniano, uma vez que, entre janeiro de 2024 e junho de 2026 “ela processou aproximadamente 1,8 bilhão de dólares (1,55 bilhão de euros) para 103 empresas que poderiam fazer parte de redes bancárias paralelas iranianas”.
Segundo Washington, entre os clientes da filial dos Emirados Árabes Unidos do Misr figuram empresas “de fachada utilizadas pelo Ministério da Defesa do Irã e pela Guarda Revolucionária para contornar as sanções americanas, bem como para lavar dinheiro em nome do líder supremo iraniano, Mojtaba Jamenei”.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, enquadrou essa proposta em seu compromisso de “cortar todos os laços econômicos” com o Irã e lembrou que as autoridades americanas já haviam alertado que penalizariam todas as entidades e países que ajudassem Teerã.
“O Banco Misr EAU decidiu descobrir isso da maneira mais difícil e, hoje, estamos dando o primeiro passo para fazê-lo prestar contas por seu apoio contínuo e atroz ao regime iraniano”, afirmou.
A medida impediria qualquer instituição bancária norte-americana de facilitar ou autorizar qualquer operação financeira que envolva o Misr EAU.
Nesse sentido, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) impôs sanções contra o diretor da filial do Banco Melli em Dubai, Reza Mohamad Taeedi, por facilitar transações de “bilhões de dólares” por meio de contas da Guarda Revolucionária Iraniana, permitindo que esse corpo do Exército opere tanto dentro quanto fora do país da Ásia Central.
O OFAC adotou a mesma medida contra a Kameng Trading Limited, uma empresa “de fachada” com sede em Hong Kong acusada de lavagem de dinheiro para uma casa de câmbio iraniana, já sancionada por Washington.
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