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MADRID, 14 abr. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou nesta segunda-feira que, desde a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no âmbito de uma operação realizada no início de janeiro pelo Exército americano contra o país caribenho, foram vendidos, pelo menos, 150 milhões de barris de petróleo venezuelano.
“Arredondando, provavelmente foram vendidos 150 milhões de barris de petróleo venezuelano, talvez um pouco mais, mas algo assim, desde 3 de janeiro”, afirmou Wright durante sua intervenção no fórum Semafor World Economy, realizado em Washington, de acordo com as declarações coletadas pelo meio que o organiza, o site americano Semafor.
Nessa linha, o secretário de Energia estimou em mais de 1,2 milhão de barris de petróleo por dia a produção atual do país latino-americano, o que representa, segundo explicou, um aumento em relação aos “pouco menos de” um milhão de barris diários antes da intervenção de 3 de janeiro.
Em seguida, após ressaltar que um dos objetivos do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é atrair as petrolíferas americanas para que retornem a Caracas, Wright observou que existem cinco empresas petrolíferas de seu país na Venezuela, que vão desde produtoras “offshore” — empresas que exploram, desenvolvem e extraem petróleo e gás no leito marinho — até produtoras não convencionais ou convencionais em terra.
Por outro lado, o secretário de Energia classificou como “prazo muito ambicioso” a queda dos preços do petróleo até este verão, prevendo, nesse sentido, preços da energia “altos e talvez, inclusive, em alta” até que se consiga um “tráfego marítimo significativo” que atravesse o estratégico estreito de Ormuz.
“Assim que o conflito terminar e a energia começar a fluir novamente, começaremos a ver uma pressão de baixa, embora isso leve algum tempo”, precisou o secretário, ressaltando, por sua vez, que “quanto mais se prolongar o conflito, mais demorará a recuperação”.
Vale lembrar que, em janeiro passado, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou uma “parceria produtiva” de longo prazo com os Estados Unidos, depois que Washington retirou as sanções contra Caracas para permitir que empresas americanas operassem no mercado petrolífero venezuelano, como parte de um processo iniciado em 7 de janeiro que permite a venda e o transporte de petróleo bruto para todo o mundo.
Isso abriu caminho para que a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) assinasse novos contratos de fornecimento com empresas comercializadoras de petróleo e derivados, destinados ao mercado norte-americano.
Tanto é assim que o próprio inquilino da Casa Branca classificou como “realmente bom” o trabalho realizado por Rodríguez na área de exploração de recursos petrolíferos, ao mesmo tempo em que destacou que estão “extraindo milhões, literalmente milhões de barris de petróleo”.
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