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MADRID 2 set. (EUROPA PRESS) -
O setor privado dos Estados Unidos gerou 38.000 novos empregos no mês de agosto, o que representa o menor ritmo de criação de empregos desde janeiro, conforme informou nesta quarta-feira a consultoria ADP.
O setor de produção de bens eliminou 10.000 empregos durante o mês de agosto, com uma redução de até 17.000 pessoas contratadas na indústria e outras 5.000 a menos no setor de recursos naturais e mineração. O ponto positivo vem da construção civil, com 12.000 novos trabalhadores.
Quanto aos serviços, o saldo líquido registra 48.000 empregos a mais, impulsionados principalmente pelos serviços educacionais e de saúde (+45.000) e pelos de lazer e hotelaria (+16.000). Além disso, também aumentou o número de trabalhadores nos serviços financeiros e na divisão de outros serviços, com um total de 6.000 empregos a mais em cada um.
Por outro lado, os setores de comércio, transporte e serviços públicos (-5.000), de informação (-4.000) e de serviços profissionais e empresariais (-16.000) registraram quedas em sua força de trabalho.
As pequenas empresas criaram apenas 3.000 dos novos empregos, enquanto o saldo líquido das médias empresas ficou em zero e as grandes empresas — com mais de 500 funcionários — aumentaram sua força de trabalho em 34.000.
“Os salários podem nos revelar muito sobre a instabilidade do mercado de trabalho atual. Para compreender os padrões de contratação, é necessário analisar em profundidade onde o crescimento salarial se acelera, onde se desacelera e para quem. O crescimento salarial, antes previsível, foi superado pelas complexidades da mudança demográfica, pela inflação persistente e pelos efeitos da IA no emprego”, destacou Nela Richardson, economista-chefe da ADP.
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