Publicado 24/09/2026 01:08

Os EUA e a Argentina ativam o Corredor Andes-Atlântico para impulsionar infraestrutura, energia e minerais

O subsecretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, e o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, lançam o Corredor Andes-Atlântico
CANCILLERÍA DE ARGENTINA

MADRID 24 set. (EUROPA PRESS) -

Os governos dos Estados Unidos e da Argentina lançaram o Corredor Andes-Atlântico, um acordo bilateral destinado a modernizar as infraestruturas que conectam as principais regiões produtivas da Argentina aos portos do Atlântico e aos mercados ocidentais, segundo informaram representantes diplomáticos de ambas as partes após um encontro bilateral à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, que está sendo realizada em Nova York.

A iniciativa visa canalizar capital público e privado para projetos de longo prazo nas áreas de transporte, energia, mineração e infraestrutura digital, ao mesmo tempo em que busca consolidar as cadeias de abastecimento consideradas estratégicas para ambos os países.

Em particular, o programa visa a exportação de recursos argentinos, como minerais essenciais, petróleo e gás, por meio de novos investimentos em ferrovias, vias navegáveis, portos, oleodutos e redes de geração e transmissão de energia elétrica. Esses investimentos serão acompanhados, de acordo com o acordo, por tecnologias consideradas confiáveis e voltadas para melhorar o desempenho das infraestruturas e reforçar sua segurança cibernética.

QUATRO ÁREAS PRIORITÁRIAS

A cooperação prevista no âmbito do corredor está estruturada em torno de quatro grandes áreas.

No setor de transporte, ambos os países pretendem definir quais são as ações prioritárias para recuperar, ampliar e modernizar ferrovias, vias navegáveis e portos. O projeto prevê, além disso, a participação de empresas americanas tanto por meio de licitações públicas quanto por meio de subcontratação.

No que diz respeito à energia, a iniciativa visa especialmente o desenvolvimento comercial dos recursos do jazigo de Vaca Muerta por meio de investimentos, tecnologia e instrumentos financeiros norte-americanos, incluindo empréstimos diretos, garantias de crédito e produtos de seguro destinados a facilitar a entrada de capital, maquinário e empresas de serviços norte-americanas.

O terceiro eixo diz respeito aos minerais críticos. No âmbito deste acordo, Washington e Buenos Aires buscarão oportunidades específicas nessa área para apoiar as atividades de extração e processamento, com o objetivo de avançar nos compromissos destinados a garantir o abastecimento desses recursos e ampliar a diversificação das cadeias de suprimento internacionais.

A quarta vertente será a infraestrutura digital. Os dois governos pretendem promover o uso de tecnologias consideradas confiáveis e cooperar na proteção das plataformas e equipamentos utilizados para as inspeções alfandegárias, sempre em conformidade com o estabelecido no Acordo de Comércio e Investimento Recíprocos entre os dois países.

FINANCIAMENTO E MUDANÇAS REGULATÓRIAS

Para apoiar essas ações, Washington poderá mobilizar instrumentos de financiamento, desenvolvimento e assistência técnica por meio da Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (DFC, na sigla em inglês), o Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos (EXIM) e a Agência de Comércio e Desenvolvimento dos Estados Unidos (USTDA). O setor privado também surge como uma das fontes potenciais de apoio ao corredor.

Por sua vez, a Argentina propõe continuar trabalhando no fortalecimento de seu marco jurídico e regulatório e nas garantias oferecidas aos investidores estrangeiros. Entre as condições apontadas no documento estão regras transparentes, previsíveis e eficazes para as concessões de infraestrutura, com o objetivo de favorecer a entrada de capital internacional, bem como a participação de empresas e entidades financeiras norte-americanas.

Ambas as partes situaram o novo corredor dentro de uma estratégia mais ampla para estreitar suas relações bilaterais por meio de um aumento do investimento americano, uma cooperação mais estreita em matéria de segurança e a defesa de valores compartilhados.

O Corredor Andes-Atlântico também se integra à Parceria do G7 para Infraestrutura e Investimento Global. A iniciativa segue a linha de outros corredores econômicos promovidos ou apoiados pelos Estados Unidos com o objetivo de fortalecer cadeias de abastecimento estratégicas e gerar oportunidades comerciais para empresas americanas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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