Publicado 16/07/2026 01:21

Os EUA anunciam tarifas de 25% sobre as importações brasileiras após acusarem Lula de não negociar “de boa-fé”

14 de julho de 2026, Washington, Distrito de Columbia, EUA: O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com o primeiro-ministro iraquiano Ali al-Zaidi (que não aparece na foto) durante o encontro entre os dois no Salão Oval da Casa Branca, em Washington,
Europa Press/Contacto/Graeme Sloan - Pool via CNP

MADRID 16 jul. (EUROPA PRESS) -

O governo dos Estados Unidos determinou nesta quarta-feira a imposição de uma tarifa de 25% sobre “a maioria” das importações brasileiras, alegando como motivo para essa decisão a falta de “boa-fé” do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, nas negociações com Washington.

“O presidente (Donald) Trump ordenou ao Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) que imponha uma tarifa de 25% sobre a maioria das importações brasileiras”, anunciou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em uma mensagem nas redes sociais, na qual afirmou que “não deve haver nenhuma dúvida sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram de boa-fé com os Estados Unidos”.

Em seguida, o alto funcionário norte-americano afirmou que as políticas econômicas adotadas pelo chefe do Planalto “são prejudiciais tanto para os norte-americanos quanto para os brasileiros”. “Durante o último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente da busca por um acordo que beneficie o povo brasileiro, e essas tarifas são o preço a ser pago por isso”, afirmou ele.

Horas antes, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, anunciou em entrevista à Bloomberg TV que, “provavelmente”, o governo Trump adotaria essa medida após a conclusão de uma investigação comercial.

“Não está claro quais produtos, se é que há algum, ficariam isentos da tarifa, nem quando essas tarifas entrariam em vigor”, afirmou Greer na referida entrevista.

A investigação em questão, explica a Bloomberg, acusava Brasília de adotar práticas que discriminam e representam um ônus para o comércio norte-americano, apontando especificamente seu serviço de pagamentos eletrônicos, conhecido como Pix, utilizado diariamente por milhões de brasileiros.

Especificamente, o texto aponta que o Brasil “prejudicou injustamente” os prestadores norte-americanos de serviços de pagamentos eletrônicos concorrentes ao adotar políticas que favorecem o Pix, um sistema semelhante ao Bizum, que foi recentemente registrado pelo governo brasileiro como ‘marca de renome’ junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para que fique protegida caso comercialize mais produtos ou serviços para os quais foi originalmente concebida, sobretudo após as críticas dos Estados Unidos.

Esse anúncio contrasta com as medidas tomadas no início deste mês de julho por ambos os governos, na medida em que o governo luso-falante parecia ter intensificado suas negociações com Washington com o objetivo de fechar em breve um acordo comercial que reduza ou elimine as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump às mercadorias do país, que ele originalmente decretou em retaliação ao julgamento por tentativa de golpe de Estado contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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