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MADRID 28 abr. (EUROPA PRESS TELEVISÃO) -
As autoridades dos Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram sua decisão de se retirar da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e da OPEP+ a partir de 1º de maio, tendo como principal motivo o impulso do país a políticas comerciais alinhadas com os “fundamentos do mercado no longo prazo”.
“Agradecemos à OPEP e aos seus países membros pelas décadas de cooperação construtiva. Continuamos comprometidos com a segurança energética, proporcionando um abastecimento confiável, responsável e com menor emissão de carbono, ao mesmo tempo em que apoiamos mercados globais estáveis”, indicou o ministro da Energia dos EAU, Suhail al Mazrui, nas redes sociais.
Dessa forma, o país do Golfo Pérsico demonstra sua intenção de se afastar de uma economia baseada no petróleo após uma análise de suas capacidades atuais e futuras, incluindo, segundo a agência de notícias WAM, um maior investimento na produção nacional de energia e seu compromisso com um papel responsável, confiável e com visão de futuro nos mercados energéticos mundiais.
O país começou como membro da organização em 1967 por meio do emirado de Abu Dabi e continuou pertencendo à OPEP após a formação dos Emirados Árabes Unidos em 1971.
A OPEP iniciou suas atividades em 1960 com cinco membros fundadores — Arábia Saudita, Iraque, Irã, Kuwait e Venezuela — e, até hoje, contava com 12 países membros. Além disso, outros países, como Rússia, México ou Cazaquistão, fazem parte do grupo OPEP+, por meio do qual se intensificou a coordenação entre alguns dos maiores produtores de petróleo.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo estabelece cotas de produção de barris de petróleo bruto com o objetivo de controlar a quantidade colocada no mercado e influenciar os preços internacionais do petróleo. Além disso, serve como fórum de coordenação entre os países produtores.
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) consideram que continuam sendo um parceiro energético “confiável e responsável”, apesar de sua decisão de sair do organismo internacional, e afirmam que continuarão contribuindo para a estabilidade do mercado de forma “moderada e responsável”.
“Esta decisão não altera o compromisso dos EAU com a estabilidade do mercado global nem sua abordagem baseada na cooperação com produtores e consumidores. Pelo contrário, reforça a capacidade dos Emirados Árabes Unidos de responder às necessidades em constante mudança do mercado”, informa a agência WAM.
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