Publicado 12/06/2026 11:59

Os 27 defendem a extensão do ajuste de carbono nas fronteiras aos eletrodomésticos e aos componentes automotivos

Archivo - Arquivo - Sede do Conselho Europeu, em 23 de outubro de 2025, em Bruxelas (Bélgica). O Conselho Europeu discutirá hoje principalmente a situação na Ucrânia e contará com a presença do presidente Zelenski. Além disso, o foco será a situação no Or
Ana López García - Europa Press - Arquivo

BRUXELAS 12 jun. (EUROPA PRESS) -

Os ministros da Economia e das Finanças da União Europeia chegaram a um acordo nesta sexta-feira sobre sua posição para reforçar o mecanismo de ajuste de carbono nas fronteiras (CBAM, na sigla em inglês), com o objetivo de ampliar seu alcance a novos produtos transformados, como eletrodomésticos, cabos metálicos ou componentes de veículos, conforme proposto pela Comissão Europeia, e eliminar possíveis formas de evasão do sistema antes de iniciar as negociações com o Parlamento Europeu.

O CBAM, em pleno funcionamento desde o início deste ano, impõe um preço ao carbono emitido durante a produção de determinados bens importados em setores intensivos em emissões, como ferro e aço, cimento, fertilizantes, alumínio, eletricidade e hidrogênio.

A posição acordada pelos Vinte e Sete visa estender o mecanismo a uma seleção de produtos transformados que incorporam matérias-primas já abrangidas pelo CBAM, especialmente ferro, aço e alumínio, diante do risco de que bens fabricados fora da UE substituam produtos europeus sujeitos ao regime comunitário de comércio de emissões.

“Isso significa que não estamos falando apenas de materiais como alumínio, aço ou cimento, mas também dos produtos que são fabricados com eles. A proverbial máquina de lavar ou os equipamentos de cozinha que todos nós usamos”, esclareceu o comissário europeu para o Clima, Emissões Líquidas Zero e Crescimento Limpo, Wopke Hoekstra.

O Conselho aperfeiçoou a lista de novos produtos que seriam abrangidos pelo mecanismo e propõe que a Comissão realize uma revisão anual para avaliar a possível inclusão de outros produtos transformados no futuro.

Os Estados-Membros também apoiam grande parte da proposta inicial de Bruxelas para reforçar as medidas contra a evasão, entre elas a inclusão de determinados resíduos metálicos pré-consumo no âmbito do CBAM e a capacidade da Comissão de agir quando detectar práticas enganosas nas declarações de empresas consideradas de alto risco.

O acordo introduz ainda limites mais claros ao procedimento que permitiria isentar temporariamente determinados bens do CBAM em caso de “circunstâncias graves e imprevistas que causem um prejuízo grave ao mercado interno”.

Nesse ponto, os Vinte e Sete defendem que qualquer isenção se baseie em critérios claros e objetivos, incluindo a exposição da UE a fortes aumentos de preços, e especificam as condições sob as quais a Comissão poderia ativar esse mecanismo excepcional.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado