Publicado 21/04/2026 10:19

Os 27 acordam novas normas para desenvolver culturas mais resistentes com técnicas de edição genética

Plantas no laboratório
UPV

BRUXELAS 21 abr. (EUROPA PRESS) -

O Conselho da União Europeia aprovou novas normas para regulamentar as técnicas genômicas em plantas, ou seja, métodos que permitem modificar com precisão o DNA das plantas para obter variedades mais resistentes e adaptadas a condições como a seca ou as inundações.

A nova regulamentação estabelece um quadro comum para o uso desses métodos, com o objetivo de reforçar a competitividade do setor agroalimentar europeu, melhorar a segurança alimentar e reduzir a dependência das importações.

O texto distingue entre dois tipos de plantas. Por um lado, aquelas cujas alterações são consideradas equivalentes às de variedades obtidas por métodos tradicionais, que poderão ser comercializadas após verificação pelas autoridades nacionais e não estarão sujeitas a rotulagem específica, exceto no caso de sementes.

Por outro lado, as plantas com modificações mais complexas continuarão sujeitas à regulamentação vigente sobre Organismos Geneticamente Modificados (OGM), o que implica autorização prévia, rastreabilidade e rotulagem obrigatória. Além disso, os Estados-Membros poderão decidir se permitem ou não o seu cultivo no seu território.

A norma introduz ainda medidas de transparência em matéria de patentes, de modo que os desenvolvedores deverão informar sobre os direitos de propriedade intelectual em uma base de dados pública e a Comissão Europeia analisará o seu impacto na inovação, na disponibilidade de sementes e na concorrência no setor.

O novo quadro ainda deve ser aprovado formalmente pelo Parlamento Europeu e entrará em vigor 20 dias após sua publicação no Jornal Oficial da UE, embora sua aplicação ocorra após um período de transição de dois anos, pelo que se prevê que as novas regras comecem a ser aplicadas a partir de 2028.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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