Publicado 26/06/2026 08:49

Os 27 acordam em acelerar o desenvolvimento das redes de energia por meio de licenciamentos mais rápidos e maior financiamento para

A Red Eléctrica está realizando um projeto de reforço da linha Aragón-Escatrón de 400 kV para aumentar a capacidade de transporte entre as províncias de Teruel e Zaragoza.
RED ELÉCTRICA

BRUXELAS 26 jun. (EUROPA PRESS) -

Os ministros da Energia da União Europeia concordaram nesta sexta-feira em simplificar os trâmites para acelerar a construção de novas infraestruturas energéticas e destinar parte das receitas não utilizadas geradas pelos congestionamentos da rede elétrica — os gargalos que limitam o transporte de eletricidade — para financiar novas interconexões entre os Estados-membros, como parte da reforma do pacote europeu de redes.

O acordo define a posição de negociação do Conselho (Estados-Membros) para as discussões com o Parlamento Europeu sobre uma revisão da legislação destinada a modernizar o sistema elétrico europeu, reforçar as ligações transfronteiriças e adequar a capacidade de transporte ao aumento da demanda associado à descarbonização.

Uma das principais mudanças consiste em agilizar a concessão de licenças para a construção de infraestruturas energéticas por meio da criação de guichês digitais únicos para centralizar os pedidos e do reconhecimento dos projetos de eletricidade e energias renováveis como de interesse público superior, o que permitirá dar prioridade ao seu processamento, a menos que haja razões que justifiquem o contrário.

O acordo também aposta em um planejamento mais coordenado das redes de eletricidade, hidrogênio e gás em toda a UE por meio de um cenário comum que será elaborado pela Comissão Europeia com base nas contribuições dos Estados-membros e das partes interessadas para identificar as futuras necessidades de investimento, bem como as lacunas e os principais gargalos das infraestruturas, embora o Conselho exija que essa análise leve em conta os planos nacionais de energia e clima, as particularidades de cada região e as diferenças nos preços da energia entre os países.

Os ministros também concordaram que uma parte das receitas não utilizadas geradas pelos congestionamentos nas interconexões elétricas entre países seja reinvestida em novos projetos transfronteiriços para aumentar a capacidade da rede e reduzir esses gargalos, uma contribuição que, segundo argumentam, aumentará gradualmente a partir de 2028 até atingir 25% em 2031.

O texto incorpora, além disso, uma nova categoria de projetos prioritários destinada a reforçar a segurança e a resiliência das infraestruturas elétricas contra atos de sabotagem ou ataques cibernéticos, com o objetivo de facilitar o financiamento para reparar rapidamente as interligações consideradas críticas.

A posição do Conselho também incentiva os Estados-membros a evitar restrições desnecessárias à implantação de energias renováveis e prevê medidas para promover a participação da população nesses projetos por meio de mecanismos de diálogo e de repartição de benefícios com as comunidades próximas às instalações.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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