O presidente argentino diz que não romperá os laços comerciais com a China, apesar de estar alinhado com os Estados Unidos.
MADRID, 7 jan. (EUROPA PRESS) -
O presidente argentino, Javier Milei, apoiou a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela e sua aquisição do petróleo venezuelano, "cortando o fornecimento aos comunistas".
Em entrevista à mídia local 'Neura', o presidente descreveu como "estupidez" que certos setores políticos questionem que os Estados Unidos "querem se apropriar do petróleo", porque o que determina a riqueza "é o respeito à propriedade privada, à vida e às instituições".
"A questão é cortar o fornecimento para os comunistas", justificou o presidente argentino.
Milei também acrescentou que o governo venezuelano "usou a logística da PDVSA [Petróleos de Venezuela] para o tráfico de drogas e a razão pela qual os Estados Unidos estão removendo Maduro da Venezuela tem a ver com isso".
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou em sua rede social Truth Social que as autoridades venezuelanas concordaram em enviar aos Estados Unidos "entre 30 e 50 barris de petróleo de alta qualidade sancionados".
RELAÇÕES COMERCIAIS COM A CHINA
O presidente argentino aproveitou a oportunidade para confirmar que a Argentina não romperá suas relações comerciais com a China, apesar de seu apoio às políticas dos EUA.
"Não vou romper os laços comerciais com a China. Isso não significa que eu não esteja profundamente alinhado geopoliticamente com os Estados Unidos", disse ele durante a entrevista.
O presidente respondeu à pergunta com essa contundência porque, em sua opinião, "então eles fazem leituras perversas" se ele não for "explícito" sobre a questão comercial entre a Argentina e a China.
As declarações ocorrem em um contexto marcado pela incursão militar dos EUA na Venezuela na noite do último sábado, que resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cilia Flores, uma operação apoiada pelo governo argentino e rejeitada pela China.
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