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MADRID 15 out. (EUROPA PRESS) -
O Secretário de Economia do México, Marcelo Ebrard, anunciou que o governo está analisando o ajuste de suas políticas tarifárias para adaptá-las à nova ordem mundial resultante da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.
"No ano que vem, teremos que ajustar muitas de nossas políticas tarifárias e outras, dependendo de como for o quadro geral, que ainda não foi finalizado. Ainda não sabemos a que acordo a China e os Estados Unidos chegarão ou como isso funcionará, porque essa é a maior parte do comércio mundial", disse Ebrard ao Conselho de Coordenação de Negócios (CCE).
"Não podemos permitir que o déficit continue a crescer como está crescendo", disse ele, porque isso tem impacto sobre as plantas de produção do país.
No entanto, a proposta, que foi submetida à Câmara dos Deputados e será discutida em 20 de novembro, não significa que toda a política tarifária do México ou seu comércio exterior serão modificados, de acordo com Ebrard.
O resultado dessa guerra comercial entre as duas maiores potências mundiais também afeta a revisão da extensão do acordo comercial entre o México, o Canadá e os Estados Unidos (T-MEC).
Sobre essa questão, Ebrard disse que o país está "muito melhor" do que o esperado no início do ano, e que a situação internacional decorrente do confronto entre os Estados Unidos e a China "é a peça que falta, a peça mais importante da arquitetura" desse tratado.
"As novas oportunidades que teremos serão muitas", enfatizou o secretário de economia mexicano, acrescentando que o país estará "em melhores condições" do que seus concorrentes como um todo.
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