Publicado 26/10/2025 09:14

Lula e Trump concordam em iniciar imediatamente as negociações para um acordo comercial bilateral

Donald Trump y Luiz Inácio Lula da Silva
RICARDO STUCKERT - PRESIDENCIA BRASIL

Lula pediu a Trump que suspendesse as tarifas de 50% durante as negociações.

MADRID, 26 out. (EUROPA PRESS) -

Os presidentes dos Estados Unidos e do Brasil, Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva, realizaram uma reunião bilateral à margem da Cúpula das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), na Malásia, na qual concordaram em iniciar imediatamente as negociações para um acordo comercial bilateral. Por enquanto, no entanto, as tarifas de 50% impostas por Washington sobre as importações brasileiras permanecem em vigor.

"Tive uma reunião muito boa com o presidente Trump na tarde deste domingo na Malásia. Conversamos francamente e de forma construtiva sobre o comércio bilateral e a agenda econômica", explicou o próprio Lula em sua conta no site de rede social X.

"Concordamos que nossas equipes se reunirão imediatamente para avançar na busca de soluções para as tarifas e sanções contra as autoridades brasileiras", acrescentou.

Após a reunião, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, explicou que Lula "reiterou o pedido de suspensão das tarifas impostas às exportações brasileiras durante o período de negociação".

Vieira ressaltou que "o saldo final (da reunião) é ótimo". "Trump declarou que vai instruir sua equipe a iniciar o processo de negociação bilateral, que pode começar hoje. Temos que fazer uma reunião hoje", ressaltou.

O diálogo foi "descontraído" e "muito alegre", de acordo com Vieira. "Trump declarou que admira o perfil da carreira política do presidente Lula e seus dois mandatos como presidente depois de ter sido perseguido no Brasil e ter provado sua inocência para ganhar um terceiro mandato", disse o ministro, referindo-se aos casos de corrupção pelos quais Lula foi investigado.

Os dois líderes finalmente conseguiram encontrar tempo para discutir a crise comercial derivada da nova política tarifária de Trump, que deu indicações de que poderia corrigir o caso brasileiro "se as circunstâncias forem adequadas".

"É uma grande honra estar com o presidente do Brasil. Acho que conseguiremos fechar negócios muito bons para os dois países. Sempre tivemos um bom relacionamento e acho que continuará assim", disse Trump antes do início da reunião.

Também está em pauta a questão do mercado de soja, já que a China parou de comprar dos Estados Unidos por causa da guerra tarifária desencadeada pelo presidente americano e escolheu o Brasil como principal vendedor. De fato, espera-se que as exportações de soja do Brasil atinjam 102,2 milhões de toneladas até o final de outubro, excedendo os volumes anuais para todo o período de 2024 e 2023, refletindo a ausência de concorrentes dos EUA para atender aos importadores chineses.

Os dois líderes estreitaram seus laços desde setembro. Durante a Assembleia Geral da ONU, Lula e Trump se cruzaram e afirmaram ter uma "boa química". Além disso, no início deste mês, os dois conversaram por cerca de 30 minutos ao telefone.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado