Publicado 27/10/2025 03:27

Lula, convencido de alcançar "uma solução definitiva" entre o Brasil e os EUA sobre as tarifas

Donald Trump y Luiz Inácio Lula da Silva
RICARDO STUCKERT - PRESIDENCIA BRASIL

MADRID 27 out. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, expressou nesta segunda-feira sua "convicção" de que os Estados Unidos e o Brasil podem chegar a "uma solução definitiva" na frente comercial, após a reunião com o inquilino da Casa Branca, Donald Trump, à margem da Cúpula das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), na Malásia.

"Tive uma boa impressão na reunião de ontem de que em breve não haverá problemas entre os Estados Unidos e o Brasil", disse Lula em uma coletiva de imprensa em Kuala Lumpur, na Malásia, conforme relatado pela Agência Brasil. "Estou convencido de que em poucos dias teremos uma solução definitiva", enfatizou após uma conversa em que concordaram em iniciar negociações para um acordo comercial bilateral, mantendo as tarifas de 50% impostas por Washington sobre as importações brasileiras.

O líder brasileiro ressaltou que, durante a conversa, reforçou o argumento de que os Estados Unidos têm um superávit comercial com o Brasil, o que significa que não há necessidade de taxar os produtos brasileiros. Além disso, ele disse que entregou a Trump um documento com as questões que pretende abordar nas negociações entre os dois países.

"Eu não exijo nada que seja injusto com o Brasil, e tenho do meu lado a verdade mais absoluta do mundo: os Estados Unidos não têm déficit comercial com o Brasil, o que explica as famosas tarifas impostas no mundo, e que os Estados Unidos só taxariam países com os quais têm déficit comercial", disse.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também presente na ocasião, anunciou "um cronograma de reuniões entre as equipes negociadoras para tratar das negociações entre os dois países, com especial atenção aos setores mais afetados pelas tarifas", com sessões a serem realizadas "nas próximas semanas".

Por sua vez, o secretário executivo do Ministério da Indústria, Márcio Elias Rosa, enfatizou a retirada das tarifas, argumentando que "os aspectos políticos que poderiam ter existido não estão mais sobre a mesa; algo que nunca deveria ter existido não está mais sobre a mesa". "Graças a essa posição, hoje estamos discutindo um acordo comercial, e nada mais do que questões comerciais", disse ele.

Os EUA anunciaram no final de julho a implementação de uma tarifa adicional de 40% sobre os produtos brasileiros importados, até uma taxa total de 50%, para "confrontar as políticas recentes" do governo Lula. Especificamente, a medida foi imposta em retaliação ao processo "politicamente motivado" contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão por seu papel no golpe contra Lula.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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