Publicado 26/02/2026 09:24

Lagarde afirma que reduzir as barreiras internas na UE neutralizaria o impacto das tarifas dos EUA

05 de fevereiro de 2026, Hesse, Frankfurt_Main: Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), fala na coletiva de imprensa após a reunião do Conselho do BCE. Foto: Florian Wiegand/dpa
Florian Wiegand/dpa

BRUXELAS 26 fev. (EUROPA PRESS) - A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, defendeu nesta quinta-feira que uma redução mais ambiciosa das barreiras internas do mercado único poderia impulsionar significativamente o comércio dentro da UE e, nesse cenário, chegar até mesmo a “compensar amplamente” o efeito das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos.

Durante o debate com os eurodeputados da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, Lagarde apresentou este argumento, referindo-se às estimativas do Fundo Monetário Internacional e aos trabalhos internos do BCE sobre o custo das barreiras que os próprios Estados-Membros mantêm dentro da União.

Segundo explicou, mesmo tendo em conta que existem limites ligados a “preferências culturais” impossíveis de eliminar completamente, o potencial económico de reduzir a fragmentação continua a ser “enorme”.

Nessa linha, acrescentou que uma integração mais profunda do mercado único não só aumentaria as trocas intraeuropeias, como permitiria absorver o impacto das tensões comerciais externas. “Na verdade, isso compensaria largamente as tarifas adicionais que nos foram impostas pelos Estados Unidos”, afirmou, em referência às decisões de Washington.

A presidente do BCE insistiu que, embora os números concretos variem de acordo com as hipóteses, o diagnóstico é claro: “estamos nos impondo um enorme fardo” e “somos nossos piores inimigos” quando se trata de barreiras internas que freiam o potencial de crescimento e competitividade.

IA E MELHORIA DA PRODUTIVIDADE Entre outros assuntos abordados, a mandatária também garantiu que está sendo observado um investimento “enorme” em inteligência artificial, não apenas nos Estados Unidos, mas também na Europa, voltado para sua difusão em vários setores, ao ser questionada sobre o potencial dessa ferramenta para impulsionar a produtividade e alterar estruturas econômicas com possíveis efeitos sobre a inflação e o emprego.

Nesse sentido, ela apontou que os dados disponíveis indicam um aumento da produtividade e que “a Europa também está se beneficiando” dessa melhoria, embora, ressaltou, “ainda não se saiba” qual será o efeito sobre o mercado de trabalho.

Segundo explicou, o BCE está acompanhando “muito de perto” as previsões sobre possíveis “ondas de demissões”, mas ressaltou que, por enquanto, não se observam conclusões definitivas nesse frente.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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