Publicado 18/09/2026 07:54

A Irlanda pede que não se “superestime” a ameaça de Trump de novas tarifas

Archivo - Arquivo - 22 de julho de 2026, Irlanda, Dublin: O secretário de Estado Simon Harris fala com a imprensa em frente ao Edifício do Governo, em Dublin, antes de uma reunião do gabinete. Foto: David Young/PA Wire/dpa
David Young/PA Wire/dpa - Arquivo

BRUXELAS 18 set. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Finanças da Irlanda e presidente em exercício do Conselho da UE, Simon Harris, pediu nesta sexta-feira que não se “superestime” o risco de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, imponha novas tarifas à União Europeia devido aos seus planos de estreitar o relacionamento com o Canadá, argumentando que essa aproximação não constitui um ato “hostil” contra Washington e é compatível com a manutenção de fortes laços econômicos transatlânticos.

“Não acho que devamos exagerar esse nível de preocupação”, afirmou ao chegar à reunião informal dos ministros da Economia e das Finanças da zona do euro, realizada em Dublin (Irlanda), onde destacou que “é sempre muito importante ouvir todos os comentários do presidente Trump, em vez de citá-los de forma seletiva”.

O ministro irlandês, cujo país ocupa neste semestre a presidência rotativa do Conselho da UE, reagiu dessa forma à ameaça do presidente dos Estados Unidos de impor tarifas adicionais ao bloco caso Bruxelas avance com sua proposta de conceder ao Canadá um status especial como “membro associado” da União.

Harris destacou que, além das advertências sobre possíveis novas medidas comerciais, Trump também sinalizou que não agiria se a aproximação entre Bruxelas e Ottawa não fosse considerada um ato “hostil”, uma nuance que, em sua opinião, deve ser levada em conta ao avaliar suas advertências sobre novas tarifas.

“O trabalho da União Europeia e do Canadá é ser muito claro e sincero sobre o que isso significa. Isso não tem nada a ver com os Estados Unidos”, ressaltou, ao mesmo tempo em que defendeu que se trata de ambos os parceiros aprofundarem sua cooperação em áreas de “interesse mútuo”.

Nesse sentido, ele apresentou a aproximação entre Bruxelas e Ottawa como uma aposta no trabalho conjunto em um momento em que outros atores estão voltados “mais para dentro”, defendendo o multilateralismo para enfrentar desafios que, em sua opinião, exigem respostas compartilhadas.

Ao mesmo tempo, deixou claro que fortalecer os laços com o Canadá não implica afastar-se de Washington, com quem a UE deseja manter uma relação econômica “realmente estreita”, e destacou a importância das trocas comerciais entre os dois lados do Atlântico.

“A relação comercial entre a UE e os Estados Unidos é substancial. É bidirecional, aliás, algo que às vezes se perde na discussão. É mutuamente benéfica. Os Estados Unidos também precisam do comércio com a Europa”, defendeu.

Por isso, Harris defendeu a manutenção de um diálogo “tranquilo” e “constante” com Washington, destacando os avanços alcançados por meio do diálogo entre o governo norte-americano e a Comissão Europeia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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