MADRID, 13 abr. (EUROPA PRESS) -
O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, afirmou nesta segunda-feira que qualquer possível resposta da política monetária, particularmente o aumento das taxas de juros, diante da situação desencadeada pela guerra no Irã "dependerá dos efeitos de segunda ordem".
Durante sua intervenção no fórum 'Wake Up, Spain! Wake Up, Europe! Crescimento, coesão e incerteza', organizado em Madri pelo 'El Español', 'Invertia' e 'Disruptores', o economista espanhol reconheceu que o BCE "não pode fazer nada" para evitar o primeiro impacto do 'choque' de oferta, por isso destacou a importância de se atentar aos efeitos de segunda ordem, a evolução das expectativas de inflação.
Guindos considera que, além da reação inicial de aumento dos preços da energia devido ao conflito, haverá um impacto na cadeia petroquímica, incluindo desde fertilizantes até plásticos, cujos "preços já estão subindo".
Nesse sentido, ele alertou que isso tem um impacto sobre os custos empresariais, mas também sobre a confiança, tanto dos mercados do ponto de vista do investimento, quanto do ponto de vista do consumidor.
Assim, o vice-presidente do BCE ressaltou que “o aumento das taxas dependerá dos efeitos de segunda ordem”.
HUNGRIA
Por outro lado, Guindos não escondeu sua satisfação com o recente resultado eleitoral na Hungria, com uma vitória clara do partido liderado pelo conservador Péter Magyar sobre o do primeiro-ministro do país, Viktor Orbán, e que classificou como “um sinal muito importante”.
“É uma realidade muito positiva”, comentou Guindos, referindo-se ao fato de um partido conservador tradicional ter derrotado claramente um partido radical de extrema direita que estava bloqueando ações na UE, o que trazia consequências do ponto de vista da abordagem pró-europeia. “É um sinal muito importante para o futuro, sobretudo na Europa”, resumiu.
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