MADRID 30 maio (EUROPA PRESS) -
Em uma carta enviada ao UniCredit, o Ministério das Finanças da Itália destacou a "plena legitimidade" e a possibilidade de aplicação concreta das disposições estabelecidas no âmbito da oferta pública de aquisição lançada pela entidade liderada por Andrea Orcel para o Banco BPM.
Como autoridade competente para a supervisão do "Golden Power" na oferta pública de aquisição do BPM, o Ministério das Finanças italiano enviou ontem ao UniCredit uma carta com as conclusões sobre os esclarecimentos solicitados pelo banco durante a audiência sobre essa supervisão.
Assim, além de confirmar sua plena legitimidade e a possibilidade de sua aplicação concreta, o Ministério lembrou a possibilidade de o banco "comunicar e credenciar" as circunstâncias que impedem, no caso específico, o cumprimento das disposições individuais, interpretadas à luz dos princípios da cooperação leal e da boa fé.
Na semana passada, o UniCredit anunciou uma ação judicial perante o TAR Lazio (Tribunal Administrativo Regional do Lazio) para tratar das reservas existentes sobre a legitimidade do chamado "golden power", conforme aplicado neste caso, de acordo com a legislação italiana e da UE.
De qualquer forma, o banco declarou que continuaria a dialogar com os órgãos governamentais relevantes para obter informações conclusivas sobre o escopo e a interpretação dos requisitos estabelecidos para autorizar a transação e, sempre que possível, encontrar uma solução mutuamente aceitável que esteja em conformidade com todos os requisitos legais e regulamentares aplicáveis.
Além disso, o órgão regulador do mercado italiano, Consob, notificou o banco em 21 de maio sobre uma suspensão de 30 dias do prazo da oferta, que agora terminará em 23 de julho de 2025.
Essa suspensão tem como objetivo criar o tempo necessário para fornecer aos investidores do UniCredit e do BPM informações claras e adequadas que lhes permitam fazer uma avaliação informada da oferta.
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