PRESIDENCIA DE BRASIL/RICARDO STUCKERT - Arquivo
MADRID 27 maio (EUROPA PRESS) -
O governo brasileiro se mostrou disposto a ajudar o Banco de Brasília (BRB) por meio da flexibilização das regras fiscais, a fim de permitir que a instituição controlada pela Prefeitura de Brasília contrate um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
“Acordamos que o Governo do Distrito Federal solicitará um empréstimo ao FGC com um consórcio bancário que atuará como fiador”, explicou à imprensa o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em declarações divulgadas pela agência de notícias Bloomberg.
As palavras de Durigan são as primeiras do Executivo central destinadas a apoiar o BRB, banco que se viu envolvido na aquisição de ativos no valor de cerca de 21,9 bilhões de reais (3,71 bilhões de euros) do falido Banco Master. A compra está sendo investigada pelas autoridades por suspeitas de fraude.
Em decorrência desse caso, o BRB teve que anunciar o adiamento “sine die” dos resultados do terceiro e quarto trimestres de 2025 diante da “necessidade” de concluir a “auditoria forense” encarregada de esclarecer os fatos.
O BRB aprovou em abril um aumento de capital de 8,8 bilhões de reais (1,491 bilhão de euros) para fazer face ao rombo gerado pelo escândalo e assinou um memorando de entendimento (MdE) com a gestora Quadra Capital para a venda de ativos no valor de 15 bilhões de reais (2,541 bilhões de euros) relacionados à exposição ao Banco Master.
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