FREDERIC SIERAKOWSKI / EUROPEAN COUNCIL - Arquivo
BRUXELAS 9 mar. (EUROPA PRESS) -
Os países do G7, que reúne Estados Unidos, Canadá, Japão, França, Itália, Alemanha e Reino Unido, concluíram sua reunião de ministros da Economia e Finanças sem um acordo para liberar conjuntamente reservas estratégicas de petróleo coordenadas pela Agência Internacional de Energia (AIE), embora a opção continue em aberto, conforme informou o ministro francês, Roland Lescure, ao final da reunião telemática.
“Ainda não chegamos lá. O que concordamos é usar o instrumento necessário, se necessário, para estabilizar o mercado, incluindo uma potencial liberação das reservas necessárias”, explicou Lescure em declarações à imprensa ao chegar a uma reunião de ministros da Economia da zona do euro (Eurogrupo) em Bruxelas, após presidir a videoconferência com o G7.
O ministro francês disse que o trabalho continuará nos “próximos dias” e que haverá tantos contatos no nível do G7 quantos forem necessários “nos próximos dias, semanas e meses”, pois estão comprometidos em monitorar “de perto” a situação no Oriente Médio e seu impacto nas economias globais.
“Estamos acompanhando a situação muito de perto, nos mercados, na situação macroeconômica de nossos países, mas também no impacto diário para nossos cidadãos que são diretamente afetados, especialmente pelo aumento do preço dos combustíveis”, resumiu o ministro francês.
Assim, Lescure insistiu que estão “preparados para tomar todas as medidas necessárias, incluindo as reservas armazenadas, para estabilizar os mercados”.
Na reunião convocada, os ministros das Finanças do G7 e Fatih Birol, diretor executivo da AIE, foram chamados a abordar o impacto da guerra com o Irã, num momento em que pelo menos três países do G7, incluindo os Estados Unidos, apostam na liberação de reservas estratégicas em resposta à escalada dos preços do petróleo, que já ultrapassam os 100 dólares por barril, segundo informou este mesmo dia de segunda-feira o jornal Financial Times. Neste sentido, uma das fontes indicou que alguns funcionários americanos acreditam que seria apropriada a liberação conjunta de entre 300 e 400 milhões de barris, entre 25% e 30% dos 1,2 mil milhões de barris da reserva.
A AIE ALERTA PARA A DETERIORIZAÇÃO DOS MERCADOS PETROLÍFEROS Por sua vez, o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), que participou da reunião convocada por Lescure, cujo país exerce a presidência este ano, alertou o grupo para a deterioração das condições dos mercados petrolíferos mundiais nos últimos dias.
O executivo turco alertou os ministros do G7 que, além dos desafios relacionados com o trânsito pelo estreito de Ormuz, “a produção de petróleo foi substancialmente reduzida”, o que gera “riscos significativos e crescentes” para o mercado.
Nesse sentido, Birol indicou que foram analisadas todas as opções disponíveis, incluindo a disponibilização ao mercado das reservas de petróleo de emergência da AIE, que atualmente ascendem a mais de 1,2 bilhão de barris.
À margem do G7, o diretor da AIE indicou que mantém um contato próximo também com os ministros da Energia de países como Arábia Saudita, Brasil, Índia, Azerbaijão e Cingapura, para abordar a situação desencadeada pelo conflito no Oriente Médio após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
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