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MADRID 17 abr. (EUROPA PRESS) -
O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quinta-feira a retomada de suas relações com o governo da Venezuela, atualmente liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez, ao obter “a maioria” dos votos de seus membros.
“Guiando-se pelas opiniões dos membros do Fundo Monetário Internacional que representam a maioria do poder de voto total do FMI, e de acordo com a prática habitual, a diretora-gerente, Kristalina Georgieva, anunciou hoje que o FMI mantém agora relações com o Governo da Venezuela, sob a administração da presidente interina, Delcy Rodríguez”, anunciou o organismo em um comunicado.
No mesmo comunicado, esclarece que “a Venezuela é membro do FMI desde dezembro de 1946”, embora as relações com Caracas "tenham sido suspensas em março de 2019 devido a problemas relacionados ao reconhecimento do governo", em alusão velada à crise institucional desencadeada depois que a Assembleia Nacional venezuelana reconheceu seu então líder, Juan Guaidó, como presidente interino e este declarou assumir o cargo, obtendo um reconhecimento internacional parcial que incluía, entre quase 60 países, a Espanha.
Isso aconteceu poucos dias depois de Nicolás Maduro reassumir a Presidência, embora com reconhecimento internacional limitado e em uma situação de crise prolongada até 2023.
O Fundo Monetário anunciou, assim, uma decisão que contou com o apoio do Governo espanhol, conforme indicado horas antes pelo primeiro vice-presidente e ministro da Economia, Comércio e Empresa, Carlos Cuerpo, que descreveu a medida como mais um passo, em termos financeiros, para normalizar a situação na Venezuela.
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