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MADRID 16 set. (EUROPA PRESS) -
A petrolífera norte-americana ExxonMobil recebeu a aprovação da Comissão Ferroviária do Texas para um projeto de captura e armazenamento de emissões de dióxido de carbono (CO2) avaliado em 5 bilhões de dólares (cerca de 4,3 bilhões de euros) no estado do Texas, nos Estados Unidos.
O órgão regulador norte-americano concedeu a autorização por uma margem apertada de dois votos a favor contra um contra. No entanto, os planos da petrolífera de construir a maior rede de oleodutos do mundo no Golfo do México seguem em frente.
O projeto se insere na transição energética, em consonância com uma política de emissões zero, e permitirá injetar 53 milhões de toneladas das emissões de CO2 de seus clientes em três poços subterrâneos.
Dessa forma, a rede de 1.450 quilômetros de oleodutos permitirá conectar os clientes da ExxonMobil a esses poços — clientes que, segundo o “Financial Times”, emitem cerca de 700 milhões de toneladas métricas de CO2.
Dominic Genetti, vice-presidente sênior de CCS da Exxon, afirmou que essa decisão representa um “marco importante” que permitirá a expansão dos negócios da petrolífera na região.
Por sua vez, o comissário que se opõe ao projeto, Wayne Christian, afirmou que a decisão se insere em uma agenda climática marcada pelo “socialismo energético”, o que reflete a oposição no estado à transição energética, em um momento marcado pela revogação, pelo governo dos EUA, de certos limites às emissões.
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