BRUXELAS/CÁDIZ 9 jul. (EUROPA PRESS) -
O plenário do Parlamento Europeu apoiou nesta quarta-feira a retirada de Gibraltar e do Panamá da lista negra da UE de países com "alto risco" de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, uma classificação que não implica sanções contra os países da lista, mas obriga os bancos europeus a reforçar os controles sobre as operações que envolvem clientes ou entidades dos países da lista.
Os eurodeputados decidiram finalmente apoiar a proposta da Comissão Europeia de atualizar a lista da UE de países terceiros de alto risco e territórios com deficiências em seus regimes de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, já que nenhuma das resoluções de objeção obteve apoio da maioria.
Além de Gibraltar e Panamá, os eurodeputados também confirmaram a decisão do executivo da UE de retirar Barbados, Jamaica, Filipinas, Senegal, Uganda e Emirados Árabes Unidos da lista.
Argélia, Angola, Costa do Marfim, Quênia, Laos, Líbano, Mônaco, Namíbia, Nepal e Venezuela foram incluídos.
Bruxelas revisa regularmente a lista e as alterações propostas entrarão em vigor automaticamente após um mês, se o Parlamento Europeu ou o Conselho não se manifestarem contra elas durante esse período.
A lista leva em conta as informações fornecidas pelo Grupo de Ação Financeira sobre Lavagem de Dinheiro (GAFI) sobre os países para "vigilância reforçada", mas a UE acrescenta outros países com base em seus próprios critérios.
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