Eduardo Parra - Europa Press - Arquivo
BRUXELAS 28 maio (EUROPA PRESS) -
A Espanha continua acima da média europeia de jovens que não estudam nem trabalham, apesar da redução registrada na última década em toda a União Europeia, segundo dados publicados nesta quinta-feira pelo Eurostat, que situam a taxa espanhola em 11,5%, contra a média comunitária de 11%.
O escritório de estatística da UE destaca, no entanto, que a porcentagem de jovens entre 15 e 29 anos que não têm emprego nem seguem estudos ou formação — os chamados “ninis” — continua diminuindo na Europa e já se situa perto da meta de 9% estabelecida para 2030.
Especificamente, a taxa de “ninis” na UE caiu para 11% em 2025, uma décima a menos que no ano anterior e mais de quatro pontos abaixo dos 15,2% registrados em 2015.
A Espanha situa-se, assim, acima da média europeia, embora ainda longe dos países com os piores dados, liderados pela Romênia, com 19,2%, seguida pela Bulgária, com 13,8%, e pela Grécia, com 13,6%.
No extremo oposto encontram-se os Países Baixos, com uma taxa de 5,3%, a Suécia, com 5,9%, e a Eslovênia, com 7,6%, enquanto outros países como Portugal, a Dinamarca ou a Irlanda já se situam também abaixo da meta europeia de 9%.
Por faixas etárias, o Eurostat aponta que a situação piora progressivamente entre os jovens mais velhos. Assim, entre os adolescentes de 15 a 19 anos, a taxa de “ninis” na UE situa-se em 5,3%, enquanto sobe para 12,8% entre os jovens de 20 a 24 anos e atinge 14,7% entre aqueles com idades entre 25 e 29 anos.
A tendência na Espanha é semelhante, com uma taxa de 5,4% entre os jovens de 15 a 19 anos, que sobe para 13,4% na faixa etária de 20 a 24 anos e para 15,6% entre aqueles de 25 a 29 anos.
O Eurostat destaca ainda que a taxa de jovens que não estudam nem trabalham diminuiu em 22 dos 27 Estados-Membros desde 2015, com a Itália, a Grécia e a Croácia liderando as maiores quedas na última década.
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