Europa Press/Contacto/Isaac Castillo/Ecuador Presi
MADRID, 10 abr. (EUROPA PRESS) -
O Equador elevou nesta quinta-feira para 100% as tarifas sobre as importações provenientes da Colômbia, alegando uma “falta de implementação de medidas concretas e eficazes em matéria de segurança de fronteiras”, duplicando assim a taxa previamente estabelecida em 50% a partir de 1º de maio de 2026 e gerando novas tensões entre os presidentes de ambos os países, o equatoriano, Daniel Noboa, e o colombiano, Gustavo Petro.
"Após constatar a falta de implementação de medidas concretas e eficazes em matéria de segurança de fronteiras por parte da Colômbia, o Equador se vê obrigado a adotar medidas soberanas. Nesse contexto, a partir de 1º de maio, está previsto o aumento da taxa de segurança sobre as importações provenientes da Colômbia, passando de 50% para 100%", anunciou em comunicado o Ministério da Produção, Comércio Exterior e Investimentos do Equador.
O ministério defendeu que a decisão se baseia “em critérios de segurança nacional” e que “busca reforçar a corresponsabilidade em uma tarefa que deve ser assumida de forma conjunta para enfrentar a presença do tráfico de drogas na fronteira”.
“Para o Equador, a segurança, assim como a luta contra a corrupção e o tráfico de drogas, são uma prioridade inegociável. Esta medida reafirma o compromisso do país de proteger seus cidadãos e salvaguardar a integridade de seu território”, afirmou.
Logo após o anúncio, o presidente do Equador, Daniel Noboa, alegou que “não se pode chegar a acordos com quem não tem o mesmo compromisso de lutar contra o narcoterrorismo”. Da mesma forma, ele defendeu a decisão de aumentar as tarifas, argumentando que, desde que seu governo tomou a medida, “na fronteira norte, as mortes violentas diminuíram em 33%”.
“No futuro, será possível dialogar com um governo que esteja realmente comprometido com o combate à criminalidade e ao tráfico de drogas”, afirmou Noboa, referindo-se assim às eleições nas quais o candidato presidencial da coalizão de esquerda Pacto Histórico, da qual Petro faz parte, Iván Cepeda, enfrenta principalmente o candidato de extrema direita Abelardo de la Espriella e a conservadora Paloma Valencia, cujos eleitorados poderiam se unir mais entre si do que com o partido no poder diante de um possível segundo turno.
Por sua vez, Gustavo Petro classificou o novo aumento tarifário de “monstruosidade” e afirmou que “é o fim do Pacto Andino para a Colômbia”. “Não temos mais nada a fazer lá”, declarou o presidente colombiano, referindo-se ao bloco econômico e político do qual também fazem parte a Bolívia e o Peru e que atualmente opera sob o nome de Comunidade Andina.
Além disso, ele afirmou que a ministra das Relações Exteriores, Rosa Villavicencio, “deve dar o primeiro passo no Mercosul para nos tornarmos sócios plenos e nos voltarmos para o Caribe e a América Central com mais força”.
Além disso, após as declarações de seu homólogo equatoriano, Petro declarou em uma longa publicação nas redes sociais que sua embaixadora no Equador deve retornar “imediatamente” à Colômbia e que “o próximo conselho de ministros será realizado em um ponto da fronteira com o Equador”.
“O presidente do Equador insulta o governo colombiano, que apreendeu mais cocaína do que em toda a história do mundo”, criticou, ao mesmo tempo em que pediu a Noboa que “respeite” os “mais de 200 mil colombianos (que) foram assassinados pelo narcotráfico”, bem como os “mais de 15 mil policiais colombianos” também mortos na luta contra as drogas.
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