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MADRID 17 abr. (EUROPA PRESS) -
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aumentará este ano o financiamento concedido à Argentina, que poderá ultrapassar o recorde de 7,2 bilhões de dólares (6,104 bilhões de euros), e anunciou uma garantia de 550 milhões de dólares (466,3 milhões de euros) para os empréstimos que o governo contrair com bancos privados.
A organização prevê que suas operações com o Estado argentino ultrapassem os 5 bilhões de dólares (4,239 bilhões de euros), valor no qual estariam incluídos os referidos 550 milhões. Esse apoio será destinado a reformas estruturais de segunda geração, investimentos estratégicos em nível provincial e ao financiamento do setor privado.
Por sua vez, o BID Invest, braço de investimentos do BID para o setor privado, projeta mobilizar cerca de 2,2 bilhões de dólares (1,865 bilhão de euros). Esses recursos fortalecerão a infraestrutura social e produtiva da Argentina, ampliarão o acesso à saúde, impulsionarão a economia digital e financiarão as PMEs.
Também promoverá projetos agroindustriais sustentáveis e de manufatura para exportação, bem como investimentos para melhorar a segurança energética e desenvolver cadeias de valor em minerais críticos, incluindo o lítio.
O valor de 7,2 bilhões representa um aumento no apoio do BID em relação aos cerca de 5 bilhões de dólares (4,239 bilhões de euros) de 2025.
“O governo e o povo argentino têm feito um grande esforço para estabilizar sua economia e avançar com reformas para o crescimento. O BID acompanha esse processo com maior escala e foco nos resultados: apoiando reformas, mobilizando investimentos privados e desenvolvendo a infraestrutura necessária para sustentar o crescimento”, afirmou o presidente do BID, Ilan Goldfajn.
Por sua vez, o ministro da Economia argentino, Luis Caputo, afirmou em uma postagem no 'X' que o acordo permitirá “refinanciar dívidas mais caras por dívidas mais baratas”, reduzindo o custo do serviço da dívida.
A garantia do BID de 550 milhões se somará à obtida nesta mesma quinta-feira do Banco Mundial no valor de 2 bilhões de dólares (1,695 bilhão de euros), que se ofereceu para cobrir, com esse montante, os empréstimos que Buenos Aires está negociando com bancos privados.
O governo de Javier Milei parece estar a caminho de garantir, assim, uma taxa de juros em torno de 5%, embora as negociações ainda não tenham sido concluídas e as condições possam mudar. Essa taxa seria mais acessível do que recorrer aos mercados internacionais, uma vez que estes exigem rendimentos superiores a 9%.
ACORDO TÉCNICO COM O FMI
Além disso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Argentina chegaram a um acordo técnico na quarta-feira sobre a segunda revisão de seu programa de reformas econômicas, o que abre caminho para que o país sul-americano receba um pagamento de cerca de 1 bilhão de dólares (847,7 milhões de euros).
Conforme explicou a agência em um comunicado, o acordo é respaldado pelo Programa de Serviço Alargado do Fundo, com duração de 48 meses. Assim que o Conselho Executivo do FMI der sua aprovação, a Argentina poderá dispor do capital.
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