Publicado 07/09/2026 17:02

Cuba denuncia prejuízos de 7 bilhões decorrentes das sanções e do bloqueio dos EUA desde março de 2025

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez
MINISTERIO DE RELACIONES EXTERIORES DE CUBA

MADRID 7 set. (EUROPA PRESS) -

O governo cubano estimou em 8.083 milhões de dólares (cerca de 6.955 milhões de euros) os danos causados pelo “bloqueio energético, o recrudescimento extremo do bloqueio e a aplicação de sanções secundárias” pelos Estados Unidos, do dia 1º de março de 2025 até 28 de fevereiro.

“Os prejuízos causados pela política de asfixia econômica dos Estados Unidos entre 1º de março de 2025 e 28 de fevereiro de 2026 totalizam 8.083.300 dólares, um valor recorde, 7% superior à relatada no relatório anterior”, explicou o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, em entrevista coletiva.

Em números acumulados, o efeito do bloqueio norte-americano contra Cuba chega a 178.700 milhões de dólares em valor atual, o que representa um aumento de 4,7% em relação ao relatório anterior.

Rodríguez denunciou o “castigo coletivo” que afeta diretamente o bem-estar e a vida cotidiana do povo cubano em aspectos fundamentais como alimentação, água, eletricidade, saúde, educação e transporte.

Rodríguez mencionou os “longos meses” com “apenas 2 ou 3 horas diárias de eletricidade, ou menos”. “Os alimentos estragando-se, o calor que não deixa dormir, os pais abanando seus bebês, as crianças na penumbra fazendo suas tarefas escolares, os jovens sem conexão à internet ou sem lazer, os avós sem televisão ou, às vezes, sem rádio, toda a vida familiar prejudicada”, afirmou.

Rodríguez lembrou que o Decreto Presidencial assinado em 29 de janeiro de 2026 por Donald Trump impõe um bloqueio de combustível que impede a chegada de suprimentos a Cuba “devido à ameaça de sanções, da intimidação às empresas proprietárias dos navios-tanque e do assédio a elas”.

“Ameaçam as companhias marítimas e as proíbem de transportar peças e componentes para as usinas termoelétricas. Se fosse possível importar óleo combustível e diesel para os geradores da geração distribuída, os apagões poderiam ser reduzidos ao mínimo, mas o bloqueio de combustível impede essas importações”, argumentou.

Em resposta, as autoridades cubanas deram início a uma mudança “acelerada” na política energética, aproveitando a energia solar. “Agora, as companhias marítimas estão sendo ameaçadas para que não tragam painéis solares e baterias para os novos parques fotovoltaicos que aprendemos a instalar em 45 dias”, criticou.

O ministro das Relações Exteriores cubano antecipou que apresentarão à votação na Assembleia Geral da ONU uma proposta sobre a “Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba”. “Apesar da extraordinária pressão e intimidação dos EUA sobre os Estados-membros, Cuba confia no apoio esmagador à reivindicação de que se ponha fim ao bloqueio na votação que ocorrerá na quarta-feira, 28 de outubro”, destacou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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