Publicado 22/01/2026 21:52

Costa solicita a aplicação provisória do acordo com o Mercosul e Von der Leyen sugere que ainda não tomará uma decisão

Archivo - Arquivo - A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
SIERAKOWSKI FREDERIC / EUROPEAN UNION - Arquivo

BRUXELAS 23 jan. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, solicitou à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que opte pela aplicação provisória do acordo de livre comércio entre a União Europeia e os países do Mercosul, apesar de o Parlamento Europeu ter suspendido sua ratificação definitiva até que a Justiça europeia se pronuncie sobre sua legalidade; um pedido ao qual a conservadora alemã respondeu que a decisão ainda não foi tomada. “O Conselho já decidiu na semana passada não só dar permissão para assinar (o acordo em Assunção, Paraguai), mas também para sua aplicação provisória. Essa é a posição do Conselho e convidamos a Comissão a usar essa posição e aplicar provisoriamente o acordo”, afirmou o ex-primeiro-ministro português, em uma coletiva de imprensa ao lado de Von der Leyen, ao final da cúpula extraordinária de líderes da UE.

Com o sinal verde dos 27 para a assinatura do acordo comercial entre a UE e o Mercosul, os governos também aprovaram a aplicação provisória do pacto enquanto se conclui o seu processo de ratificação, que inclui a sua aprovação definitiva pelo Parlamento Europeu e exigirá mais tempo.

No entanto, a decisão formal sobre sua aplicação provisória depende da Comissão Europeia, que poderá dar esse passo assim que pelo menos um dos países do Mercosul concluir seu próprio processo interno de ratificação, o que, segundo fontes europeias, pode levar entre um e dois meses.

Por isso, após ouvir as palavras de Costa, a chefe do Executivo comunitário quis esclarecer que “ainda não foi decidido” e que Bruxelas só terá que se pronunciar sobre o assunto “quando um ou mais países” do Cone Sul concluírem seus procedimentos.

“Resumindo, estaremos prontos quando eles estiverem prontos”, concluiu Von der Leyen, que nas últimas semanas evitou responder se promoverá a entrada em vigor provisória do pacto, apesar de os países mais reticentes — como a França — e parte do Parlamento Europeu exigirem que o acordo não seja aplicado até que a ratificação formal seja concluída.

Embora não fosse um ponto da agenda da cúpula, convocada com urgência diante das ameaças dos Estados Unidos à Groenlândia, Von der Leyen confirmou que a questão da aplicação provisória do acordo comercial “foi levantada por vários líderes” na reunião desta quinta-feira.

“Há um claro interesse em garantir que os benefícios deste importante acordo sejam aplicados o mais rápido possível”, indicou a presidente da Comissão, que ressaltou que “só será necessário decidir” sobre sua entrada em vigor provisória quando pelo menos um país do Mercosul tiver concluído seus procedimentos internos de ratificação.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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