Publicado 17/09/2026 12:50

Costa insta os líderes a esclarecerem, em outubro, quais serão as novas fontes de receita para financiar o orçamento da UE

Archivo - Arquivo - O presidente do Conselho Europeu, António Costa.
FREDERIC SIERAKOWSKI / EUROPEAN COUNCIL - Arquivo

BRUXELAS 17 set. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, instou nesta quinta-feira os líderes da União Europeia a avançarem, na cúpula de outubro, com um pacote “atualizado e revisado” de novos recursos próprios para financiar o orçamento comunitário de 2028 a 2034 e, ao mesmo tempo, limitar o aumento das contribuições nacionais — um dos principais pontos pendentes para tentar encerrar as negociações antes do final do ano.

“Quero que nossa reunião do Conselho Europeu em outubro esclareça a situação em relação a um conjunto atualizado e revisado de novos recursos próprios”, afirmou o socialista português após se reunir em Dublin com o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, cujo país detém neste semestre a presidência rotativa do Conselho.

Costa identificou esses novos impostos e fontes de receita como uma das três peças que deverão se encaixar para se chegar a um acordo sobre o próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP, na sigla em inglês), juntamente com o tamanho e a distribuição do orçamento e o montante das contribuições dos Estados-membros.

Essa equação marcará a próxima fase das negociações, para a qual a presidência irlandesa está preparando uma nova versão da chamada “caixa de negociação”, o documento que reúne os principais elementos sobre os quais os Vinte e Sete deverão chegar a um acordo e que será apresentado antes da cúpula europeia de 15 e 16 de outubro.

A busca por novas formas de financiamento não parte do zero, já que os líderes europeus encarregaram a Irlanda, em junho, de acelerar os trabalhos sobre os recursos próprios, com propostas em discussão, como tributar grandes empresas e o tabaco ou destinar ao orçamento europeu parte das receitas que os Estados obtêm com os direitos de emissão de carbono.

De qualquer forma, Costa ressaltou que o eventual acordo deverá permitir conter as contribuições dos capitais que, conforme ele lembrou, atualmente sustentam boa parte das contas comunitárias; por isso, considera “indispensável” alcançar um pacote “equilibrado e ambicioso” de recursos próprios que permita financiar as prioridades da União.

DEFESA E COMPETITIVIDADE SEM DEIXAR PARA TRÁS A AGRICULTURA E A COESÃO

Por outro lado, o socialista português também aponta para a necessidade de adaptar a estrutura do próximo QFP ao novo cenário geopolítico e dar maior destaque a prioridades como a defesa e a segurança, a competitividade e a inovação, sem abandonar as políticas tradicionais de agricultura e coesão.

“Não podemos construir esse futuro abandonando o que já funciona: nossas políticas agrícolas e de coesão têm sido a espinha dorsal da prosperidade e da resiliência em toda a Europa”, defendeu o presidente do Conselho.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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