MARKUS LENHARDT / EUROPEAN NEWSROOM
BRUXELAS 19 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, defendeu nesta quinta-feira o avanço da transição energética na União Europeia num contexto marcado pela instabilidade no Oriente Médio, ressaltando que esse processo deve levar em conta as “especificidades dos diferentes Estados-membros” e dos setores mais intensivos em energia.
Em declarações antes da reunião dos líderes europeus em Bruxelas, Costa alertou que as tensões geopolíticas, como o conflito no Irã, evidenciam a necessidade de reforçar a autonomia energética do bloco, pelo que “a melhor maneira de ter um horizonte energético previsível e confiável é aumentar a produção interna de energia”, afirmou.
Nesse sentido, ele insistiu que a transição energética é fundamental não apenas do ponto de vista climático, mas também estratégico, ao afirmar que “é a única forma de sermos autônomos e independentes” e sublinhar que “energia significa segurança” no atual contexto internacional.
O impulso à transição energética surge em um momento de divisão entre os Estados-membros sobre o impacto das políticas climáticas na competitividade, especialmente no que diz respeito ao Sistema Europeu de Comércio de Emissões (ETS).
Enquanto países como a Espanha defendem esse mecanismo como uma ferramenta “fundamental” para avançar na descarbonização, outros Estados expressaram reservas quanto ao aumento de custos que isso implica para a indústria e reivindicam sua suspensão ou ajustes no instrumento.
Nesse contexto, o presidente português defendeu o avanço na transição energética levando em conta essas diferenças e ressaltou que o processo deve se adaptar ao impacto desigual entre países e setores, dando origem a uma resposta conjunta que garanta tanto a proteção das empresas quanto do planeta.
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