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MADRID 22 maio (EUROPA PRESS) -
A confiança dos consumidores dos Estados Unidos despencou em maio para o nível mais baixo da série histórica, diante das expectativas de aumento da inflação devido à prolongação da guerra no Irã, conforme reflete o índice elaborado pela Universidade de Michigan e publicado desde 1978.
Especificamente, o índice de confiança dos consumidores dos EUA caiu em maio para 44,8 pontos, cinco pontos abaixo do valor de abril, que se situou em 49,8 pontos, o que representa uma redução de 10% em termos mensais e de 14,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Da mesma forma, o índice fica bem abaixo do dado preliminar divulgado no início do mês, que situava o valor em 48,2 pontos e já representava o menor valor de toda a série histórica.
"A confiança do consumidor caiu pelo terceiro mês consecutivo, já que as interrupções no abastecimento no estreito de Ormuz continuam elevando os preços da gasolina. A confiança está agora ligeiramente abaixo do mínimo histórico anterior, registrado em junho de 2022”, destacou a diretora de Pesquisas com Consumidores, Joanne Hsu.
A avaliação da conjuntura atual despencou 12,8% em relação ao mês anterior e 22,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a 45,8 pontos; enquanto o dado das expectativas dos consumidores ficou em 44,1 pontos, 8,3% a menos que em abril e 7,9% a menos em relação a doze meses atrás.
Por outro lado, as expectativas de inflação para o próximo ano aumentaram de 4,7% em abril para 4,8%, enquanto as expectativas de inflação de longo prazo subiram para 3,9% em abril, contra 3,5%. Esse aumento nas expectativas de longo prazo reflete aumentos consideráveis entre os independentes e os republicanos, sendo que as expectativas de inflação de longo prazo destes últimos são mais do que o dobro das registradas em fevereiro de 2025.
“O custo de vida continua sendo uma preocupação primordial: 57% dos consumidores mencionaram espontaneamente que os preços altos estavam afetando negativamente suas finanças pessoais, contra 50% no mês passado”, observou Joanne Hsu.
“É fundamental destacar que os consumidores parecem preocupados com a possibilidade de a inflação aumentar e se estender além dos preços dos combustíveis, mesmo no longo prazo”, acrescentou ela.
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