Publicado 22/05/2026 04:39

A Comissão defende que a UE adapte a margem orçamentária dos Estados às novas necessidades de investimento

Archivo - Arquivo - O ministro da Economia, Comércio e Empresas, Carlos Cuerpo, durante o Encontro Empresarial Espanha-Iraque, na Câmara de Comércio, em 28 de novembro de 2024, em Madri (Espanha). A Câmara de Comércio da Espanha, em conjunto com a Secreta
Diego Radamés - Europa Press - Arquivo

BRUXELAS 22 maio (EUROPA PRESS) -

O ministro da Economia, Comércio e Empresa, Carlos Cuerpo, defendeu nesta sexta-feira que a União Europeia adapte o espaço fiscal dos Estados-membros às crescentes necessidades de investimento decorrentes da transição energética e digital, exigindo “consistência e coerência” entre os objetivos estabelecidos por Bruxelas e a margem orçamentária concedida aos governos nacionais.

“É preciso haver consistência e coerência entre o que exigimos no âmbito da energia ou do investimento, por exemplo, em matéria de digitalização, e o espaço fiscal que concedemos aos Estados para que possam responder”, afirmou Cuerpo ao chegar a uma reunião informal de ministros europeus da Economia e Finanças em Nicósia (Chipre).

Durante sua intervenção, o ministro defendeu que a aposta europeia nas energias limpas e em áreas estratégicas como a digitalização ou a inteligência artificial exigirá importantes investimentos públicos e privados nos próximos anos.

“E isso, como também já dissemos, requer um investimento enorme e, portanto, nossas regras, neste caso, também precisam ser ajustadas, tanto em matéria de financiamento europeu quanto de financiamento nacional, a essas necessidades”, sustentou.

Da mesma forma, Cuerpo relacionou esse debate com a deterioração das perspectivas econômicas na zona do euro em decorrência da guerra no Irã e alertou que, se o conflito se prolongar, o impacto se fará sentir “não apenas nos preços, mas também na atividade”.

Nesse contexto, o ministro da Economia lembrou que a Comissão Europeia já propôs flexibilizar o quadro de auxílios estatais e mostrou-se convencido de que Bruxelas agirá com flexibilidade para responder às consequências econômicas decorrentes do conflito.

“Entendo que a Comissão será sempre flexível diante dos impactos que venhamos a observar, a fim de nos fornecer todas as ferramentas, tanto em nível europeu quanto nacional, para continuarmos a responder e a proteger nossas economias”, afirmou.

O ministro defendeu ainda o modelo econômico impulsionado pela Espanha nos últimos anos, baseado na combinação de crescimento, investimento e reforço do Estado de bem-estar social, e reivindicou a necessidade de manter políticas que impulsionem o crescimento potencial das economias europeias.

“Temos que investir e reformar”, resumiu Cuerpo, que insistiu que o crescimento econômico permitirá enfrentar desafios estruturais como o envelhecimento da população ou o aumento dos gastos com aposentadorias sem reduzir os gastos sociais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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