Ações despencam em até 25%
MADRID, 8 maio (EUROPA PRESS) -
A Cloudflare decidiu dispensar “mais de 1.100 funcionários em todo o mundo”, cerca de um quinto do quadro de funcionários da empresa norte-americana de infraestrutura web e segurança, em resposta às mudanças na forma de trabalhar da empresa decorrentes da IA.
“Na Cloudflare, a forma de trabalhar mudou radicalmente. Isso implica projetar nossa empresa de forma intencional para a era da IA agente”, explicou Matthew Prince, cofundador e CEO da Cloudflare, em uma conferência com analistas após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre da empresa, que reduziu suas perdas em 40%, para 23 milhões de dólares (20 milhões de euros).
Nesse sentido, Prince defendeu que a Cloudflare está “reinventando” cada processo interno, desde a engenharia até as finanças e vendas, para que funcione sobre uma infraestrutura de IA agênica, ressaltando que “não se trata de uma medida de redução de custos nem de uma avaliação de desempenho individual”.
“Não queremos ter que repetir isso no futuro próximo. Ao tomarmos medidas decisivas agora, oferecemos clareza imediata para aqueles que estão saindo e protegemos a estabilidade da equipe que permanece”, defendeu Prince ao lado da diretora de operações da empresa, Michelle Zatlyn, em um e-mail enviado anteriormente aos funcionários.
Por outro lado, a Cloudflare informou que, no primeiro trimestre de 2026, conseguiu reduzir em 40% suas perdas, para 23 milhões de dólares, enquanto sua receita aumentou 33,6%, para 640 milhões de dólares (544 milhões de euros).
Para o segundo trimestre, a empresa espera faturar entre 664 e 665 milhões de dólares (564 e 565 milhões de euros) e atingir, no conjunto do exercício, receitas entre 2.805 e 2.813 milhões de dólares (2.386 e 2.393 milhões de euros).
As ações da Cloudflare chegaram a despencar até 25% na Bolsa de Valores de Nova York, apagando todos os ganhos acumulados no que vai do ano.
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