MADRID 23 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo da China limitou temporariamente os preços de varejo da gasolina e do diesel no mercado interno, em resposta à escalada dos preços internacionais da energia causada pelo conflito no Irã.
A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR) informou nesta segunda-feira que as medidas foram adotadas para evitar que os cidadãos tenham de enfrentar as consequências da crise energética e, assim, mitigar o impacto das flutuações de preços, garantindo a estabilidade das economias das famílias chinesas, segundo a agência de notícias Xinhua.
Nesse sentido, a instituição chinesa indicou que, sem a aplicação dos limites máximos aos combustíveis, o preço da gasolina teria aumentado nesta segunda-feira em 2.205 yuans (cerca de 276 euros) por tonelada e o do diesel em 2.120 yuans (cerca de 265 euros) por tonelada. Assim, os aumentos foram de 1.160 yuans (cerca de 145 euros) e 1.115 yuans (cerca de 140 euros) por tonelada, respectivamente.
As autoridades chinesas não introduziram nenhuma medida de controle desde que o mecanismo de fixação de preços começou a ser aplicado em 2013, e têm sustentado que ele representa uma resposta eficaz e oportuna à situação dos mercados energéticos e que, além disso, apoiará o funcionamento estável da economia interna do país.
No futuro, a CNDR anunciou que buscará a coordenação entre as refinarias de petróleo e os distribuidores para organizar de forma mais eficiente a produção e o transporte, garantindo assim o abastecimento adequado no mercado.
Da mesma forma, a China reforçará as atividades de supervisão e as inspeções no mercado de combustíveis e punirá aqueles que descumprirem a legislação vigente, como as políticas nacionais de preços, a fim de preservar a ordem do mercado e os interesses dos consumidores.
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