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BRUXELAS 16 mar. (EUROPA PRESS) - Os países da chamada Aliança Nuclear exigiram nesta segunda-feira à Comissão Europeia medidas mais concretas para facilitar os investimentos em energia nuclear na União Europeia, entre elas a melhoria dos critérios aplicáveis a essa tecnologia no âmbito da taxonomia europeia, que define quais investimentos podem ser considerados sustentáveis.
O pedido foi apresentado após uma reunião realizada em Bruxelas à margem do Conselho de Transportes, Telecomunicações e Energia da UE, da qual participaram ministros e representantes da Bélgica, Bulgária, Croácia, República Tcheca, Estônia, Finlândia, França, Hungria, Itália, Países Baixos, Polônia, Romênia, Eslovênia, Eslováquia e Suécia.
Em uma declaração conjunta após o encontro, os participantes instaram Bruxelas a “melhorar os critérios para as atividades relacionadas à energia nuclear no contexto da revisão da taxonomia da UE”, de modo que ela seja reconhecida como “uma atividade plenamente sustentável”.
Além disso, exigiram que os critérios técnicos sejam alinhados “com fatos baseados em evidências científicas e nas realidades do setor”, levando em conta também “os planos reais de implementação de projetos nessa área”.
Os ministros defenderam que a União Europeia deve reforçar seu apoio político e financeiro à energia nuclear, tanto para novos projetos quanto para a extensão da vida útil das usinas existentes e o desenvolvimento de infraestruturas do ciclo do combustível. Nesse sentido, eles ressaltaram que o quadro político europeu não deve se limitar a determinadas tecnologias, mas abranger o conjunto dos projetos nucleares desenvolvidos pelos Estados-Membros.
Assim, eles apontaram que essa abordagem deve incluir “os projetos de grande escala, as instalações do ciclo do combustível nuclear e as prorrogações da vida útil das unidades nucleares existentes”, que também enfrentam importantes desafios técnicos e financeiros. APOSTA NOS REATORES MODULARES
Os participantes também analisaram a recente estratégia europeia para o desenvolvimento de reatores modulares pequenos (SMR) e reatores modulares avançados (AMR), que consideram um passo relevante para impulsionar essas tecnologias na Europa.
Em sua declaração, os países da aliança comemoraram que a estratégia “esclarece o apoio político da União Europeia ao desenvolvimento dos SMR”, embora considerem que ela poderia ser reforçada com “medidas concretas que facilitem a implementação desses projetos”.
Da mesma forma, os representantes debateram a nova estratégia europeia de investimento em energia limpa, que identifica as necessidades de financiamento do setor nuclear previstas no Programa Nuclear Indicativo. Nesse contexto, concordaram que a Comissão Europeia deveria definir ações mais concretas para garantir o nível de investimento necessário no setor nuclear, tanto em grandes reatores quanto em tecnologias emergentes como os SMR e AMR.
A reunião foi presidida pelo secretário de Estado do Ministério da Energia da Polônia e responsável governamental pelas infraestruturas energéticas estratégicas, Wojciech Wrochna, e contou com a participação da diretora-geral de Energia da Comissão Europeia, Ditte Juul Jorgensen.
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