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MADRID 17 ago. (EUROPA PRESS) -
O diretor executivo do banco JPMorgan Chase, Jamie Dimon, manteve na última quinta-feira uma conversa por telefone com o ministro da Economia e Finanças do Reino Unido, John Healey, do recém-criado gabinete do primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, na qual o experiente banqueiro alertou sobre as possíveis consequências da imposição de impostos mais elevados ao setor bancário.
Segundo informou o “Financial Times”, citando fontes próximas à conversa, Dimon indicou que impostos mais altos sobre o setor bancário provocarão uma redução no número de empregos, citando como exemplo os dados do setor na cidade de Nova York após a aplicação de impostos mais elevados.
Nesse sentido, o CEO do JPMorgan afirmou ao responsável pelas finanças britânico que a maneira de enfrentar os desafios econômicos do Reino Unido deve ser “por meio de boas políticas”, em um dos primeiros contatos de Healey com altos executivos do setor financeiro.
Dimon já se pronunciou logo após a chegada de Burnham à Downing Street sobre a possibilidade de o primeiro-ministro britânico implementar aumentos de impostos sobre o setor bancário. “Acredito que esse tipo de medida tenha consequências negativas. Se um governo decidir fazer isso, não há nada que eu possa fazer, mas, com o tempo, isso provocará decisões que talvez não lhes agradem”, afirmou o banqueiro.
O Reino Unido aplica uma sobretaxa de 3% sobre os lucros do setor bancário, de modo que os bancos enfrentam um imposto de 28% sobre seus lucros — em comparação com a alíquota geral de 25%. O ex-primeiro-ministro britânico Rishi Sunak decidiu reduzi-la dos 8% em que se situava em 2023.
A secretária de Economia e Finanças do governo de Keir Starmer, Rachel Reeves, optou por não reverter essa redução em 2025, mas o setor permanece atento às novas decisões que Healey possa tomar no orçamento do próximo mês de outubro.
Dimon também deixou entrever a possibilidade de suspender o projeto da instituição de construir uma nova sede em Londres, no distrito financeiro de Canary Wharf, argumento que já havia sido utilizado anteriormente pelo CEO do JPMorgan para pressionar o governo britânico a evitar alíquotas mais altas sobre o setor.
“O ministro da Fazenda se reúne periodicamente com altos representantes de diversos setores da economia, incluindo o setor de serviços financeiros”, informou o Tesouro britânico a respeito da conversa entre Healey e Dimon.
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