Alberto Ortega - Europa Press
BRUXELAS 3 mar. (EUROPA PRESS) - A presidente do Banco Europeu de Investimentos (BEI), Nadia Calviño, afirmou nesta terça-feira que a crise no Oriente Médio torna “ainda mais urgente” que a Europa reduza sua dependência dos produtores de combustíveis fósseis, embora tenha evitado antecipar seu impacto econômico, considerando que ainda é cedo para avaliar suas consequências.
“Se há uma lição ou uma conclusão principal da situação atual, é que torna ainda mais urgente que a Europa reduza sua dependência dos produtores de combustíveis fósseis”, afirmou durante um encontro com a mídia — entre eles a Europa Press — no âmbito do fórum anual do BEI em Luxemburgo.
No entanto, questionada sobre as possíveis repercussões econômicas do conflito, a presidente do BEI insistiu na cautela. “É muito cedo para ver todas as consequências do que está acontecendo”, afirmou, embora tenha destacado a “notável resiliência” das empresas do bloco diante da sucessão de crises dos últimos anos.
Calviño lembrou também o papel do BEI como instrumento de apoio em períodos anteriores de desaceleração e salientou que, quando houve menor crescimento ou queda do investimento, a instituição apoiou o investimento público e privado com o objetivo de “reforçar a resiliência da economia europeia”.
Nesse contexto, defendeu que a resposta europeia passa por acelerar o desenvolvimento de fontes mais limpas e reduzir as vulnerabilidades estruturais, lembrando que 60% do financiamento do Grupo no ano passado foi destinado a projetos relacionados a essa área na Europa.
Segundo ela, a entidade financia “cerca de metade dos projetos para reforçar as redes elétricas na Europa”, além de participar em “um em cada cinco parques solares, um em cada três parques eólicos terrestres e a maioria dos parques eólicos marinhos”.
A presidente do BEI acrescentou que o banco também apoia pequenas e médias empresas para melhorar sua eficiência energética, apoia a descarbonização da indústria pesada e financia o desenvolvimento de novos combustíveis e tecnologias limpas inovadoras. “É uma área em que o Banco Europeu de Investimentos tem estado, está e continuará a estar extremamente ativo”, sublinhou.
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