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BRUXELAS 24 fev. (EUROPA PRESS) -
O comissário europeu para o Comércio, Maros Sefcovic, solicitou ao Parlamento Europeu que conclua “em março” o processo de ratificação do acordo comercial com os Estados Unidos, desde que Bruxelas receba os esclarecimentos solicitados a Washington sobre o alcance da última rodada de tarifas, pela qual, a partir desta terça-feira, as importações de países terceiros para o mercado americano sofrem uma sobretaxa adicional de 10%.
O acordo “restaurou uma certeza e estabilidade muito necessárias”, defendeu o comissário, que fala em nome dos 27 em matéria comercial, em uma audiência perante a Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu (INTA), na qual indicou que tem mantido contato próximo com seus homólogos americanos — Howard Lutnick e Jamieson Greer — desde que a Suprema Corte derrubou, na última sexta-feira, as primeiras tarifas indiscriminadas do governo de Donald Trump.
“Ambos me garantiram que continuam comprometidos com o acordo entre a UE e os Estados Unidos”, afirmou Sefcovic, que pediu aos eurodeputados que a UE também se mantenha fiel ao pacto negociado e avance na sua ratificação.
Embora tenha afirmado compreender que o Parlamento Europeu tenha optado por adiar a votação das duas legislações que articulam o acordo devido à “incerteza” gerada pelo anúncio da Casa Branca de novas tarifas generalizadas de 10%, Sefcovic considerou que é “imperativo” avançar e, por isso, pediu aos eurodeputados que “uma votação na sessão plenária de março continue a ser o objetivo, desde que, claro, obtenhamos a clareza solicitada aos Estados Unidos”.
O negociador comercial da União defendeu os termos do acordo negociado no verão passado entre Bruxelas e Washington, que estabelece um teto de 15% para a maioria das tarifas americanas sobre as compras europeias, em troca da renúncia do bloco comunitário a tomar represálias por isso.
Além disso, afirmou que as tarifas adicionais de 10% que os Estados Unidos cobram desde esta terça-feira respeitam as exceções acordadas com a UE sobre setores importantes como o aéreo, o farmacêutico e os produtos energéticos.
Em seus contatos com Lutnick e Greer, Sefcovic também disse que abordaram em detalhes a situação do aço e do alumínio, sobre os quais os Estados Unidos continuam aplicando uma sobretaxa de 50% também às compras europeias, apesar do teto de 15% do acordo, e se mostrou otimista em relação a uma possível redução.
“Estamos discutindo maneiras de abordar o problema dos derivados do aço e do alumínio, tornando-o mais prático e produtivo. Espero que encontremos soluções muito em breve”, afirmou ele aos eurodeputados, sem dar mais detalhes sobre os prazos ou o alcance de um eventual acordo.
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