Publicado 27/04/2026 09:17

Bruxelas responde às ameaças da China e defende o "made in Europe" para reduzir dependências

Archivo - Arquivo - Edifício da Comissão Europeia em Bruxelas.
EUROPA PRESS - Arquivo

BRUXELAS 27 abr. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia defendeu nesta segunda-feira sua política de incentivo ao “made in Europe” após as ameaças da China de adotar contramedidas e ressaltou que um de seus objetivos é reduzir a dependência do bloco em setores estratégicos.

A reação de Bruxelas surge depois que o governo chinês alertou sobre possíveis retaliações caso a União Europeia siga adiante com sua futura Lei de Aceleração Industrial, ao considerar que ela introduz requisitos discriminatórios contra empresas estrangeiras e viola as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Bruxelas insistiu que as propostas europeias estão “cuidadosamente calibradas” para atingir objetivos econômicos e estratégicos, como reforçar a competitividade, a resiliência e a segurança econômica da UE.

“Um dos objetivos é reduzir nossa dependência de países terceiros e promover o uso de produtos ‘made in EU’, especialmente em vários setores-chave onde tentamos reduzir essas dependências. E trata-se também, evidentemente, de reciprocidade”, afirmou em uma coletiva de imprensa em Bruxelas a porta-voz da Indústria do Executivo comunitário, Siobhan McGarry

Além disso, ela ressaltou que a União Europeia continua sendo “um dos mercados mais abertos do mundo” e conta com a maior rede de acordos comerciais, pelo que espera que essa abertura seja “mútua” por parte de seus parceiros.

“Nos comprometemos com nossos parceiros globais, na medida do possível, na concepção e no desenvolvimento dessas políticas.Estamos dispostos a dialogar com nossos parceiros globais para conhecer seus pontos de vista sobre nossas políticas”, acrescentou.

Nesse sentido, a Comissão defendeu que suas propostas se enquadram em sua estratégia para reforçar a base industrial europeia e reduzir dependências, ao mesmo tempo em que ressaltou que toda a sua legislação está em plena conformidade com suas obrigações internacionais, incluindo as da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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