BRUXELAS 25 jun. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia chegou à conclusão preliminar de que os serviços de computação em nuvem das empresas de tecnologia Amazon e Microsoft — Amazon Web Services (AWS) e Microsoft Azure — devem ser designados como “guardiões de acesso” (“gatekeepers”, na gíria comunitária) e, portanto, devem se submeter às regras antitruste mais rigorosas da Lei Europeia dos Mercados Digitais (DMA, na sigla em inglês).
As empresas têm agora um prazo para analisar as conclusões de Bruxelas e apresentar alegações por escrito caso as contestem, mas caberá ao Executivo comunitário, após o término dessa fase, decidir se confirma ou não sua posição.
Caso a classificação dos serviços analisados como “gatekeepers” seja mantida, a Amazon e a Microsoft terão então um prazo de seis meses para garantir o pleno cumprimento das obrigações da DMA.
“É fundamental garantir um mercado competitivo e que funcione corretamente, bem como condições de igualdade para todos os provedores de serviços em nuvem. Isso contribuirá para garantir o acesso a serviços em nuvem seguros, sustentáveis e interoperáveis na Europa”, afirmou em comunicado a vice-presidente do Executivo comunitário responsável pela Concorrência, Teresa Ribera.
Especificamente, Bruxelas considera que tanto a AWS quanto o Azure, o primeiro e o segundo maiores provedores de serviços de computação em nuvem da UE, constituem uma “importante ponte entre as empresas e seus clientes na UE”, apesar de não atingirem os limites quantitativos estabelecidos pela DMA.
As autoridades comunitárias levaram em conta que ambas as empresas contam com uma base de usuários ampla e consolidada, “e parecem se beneficiar da fidelização dos clientes e dos elevados custos de mudança, além de um amplo ecossistema”.
Além disso, há a preocupação de que o portfólio de ferramentas e parcerias em inteligência artificial (IA) tenha se tornado um fator decisivo na aquisição de serviços em nuvem, o que favorece ambas as empresas.
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