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BRUXELAS 19 maio (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia prometeu nesta terça-feira auxílios de emergência aos agricultores antes do verão, para que possam fazer face ao aumento dos preços dos fertilizantes, como parte de um plano de ação para reforçar a produção comunitária e reduzir a dependência das importações, embora ainda não tenha quantificado esses apoios.
Bruxelas justifica a iniciativa com o aumento dos custos energéticos, a volatilidade dos mercados internacionais e as recentes tensões geopolíticas decorrentes da guerra no Oriente Médio, fatores que, segundo explica, dispararam o preço desses insumos e já estão afetando as decisões de plantio para a safra de 2027.
“Com este novo plano de ação, queremos responder às necessidades de curto e médio prazo dos agricultores para que possam enfrentar os desafios da próxima safra, mas também queremos resolver os problemas oferecendo soluções estruturais de longo prazo”, afirmou o comissário europeu da Agricultura, Christophe Hansen.
A Comissão Europeia alerta que muitos agricultores adiaram a compra de fertilizantes para a próxima temporada devido aos preços elevados, o que poderia resultar em problemas de abastecimento, mudanças nas culturas ou uma redução no uso desses produtos, com o consequente impacto sobre a produção alimentar e a resiliência do setor agroalimentar europeu.
Em resposta, Bruxelas se comprometeu a apresentar, antes do verão, um pacote de apoio financeiro para os agricultores mais afetados e a mobilizar fundos da Política Agrícola Comum (PAC) para facilitar a liquidez e flexibilizar os pagamentos antecipados.
Em resposta, Bruxelas comprometeu-se a apresentar, antes do verão, um pacote de apoio financeiro para os trabalhadores rurais mais afetados e a mobilizar fundos da Política Agrícola Comum (PAC) para facilitar a liquidez e flexibilizar os pagamentos antecipados, além de reforçar a assessoria sobre gestão de nutrientes e fertilizantes para que os Estados-Membros possam “aproveitar todos os recursos disponíveis”.
Além disso, a Comissão afirmou que proporá incentivos para melhorar a eficiência no uso desses insumos, promover alternativas de origem biológica e apoiar investimentos destinados a reforçar a resiliência das explorações agrícolas.
O plano inclui também medidas para reforçar a produção europeia e reduzir a vulnerabilidade do bloco face a perturbações externas num setor especialmente dependente das importações, tal como alerta o executivo comunitário.
Segundo seus dados, cerca de 30% da demanda europeia por fertilizantes nitrogenados provém de países terceiros e a capacidade de produção de amônia na UE caiu cerca de 10% nos últimos anos.
A dependência externa — aponta — é ainda maior no caso dos fertilizantes fosfatados, já que cerca de 70% das necessidades europeias são cobertas por importações de rocha fosfática, principalmente proveniente de Marrocos.
Para reduzir essa exposição, a Comissão pretende impulsionar a produção de fertilizantes orgânicos, biológicos e de baixo carbono fabricados na Europa, além de promover a reutilização de nutrientes provenientes de resíduos, biomassa ou águas residuais.
Bruxelas propõe, ainda, a criação de uma aliança europeia da cadeia de valor dos fertilizantes que reúna produtores, agricultores e Estados-Membros com o objetivo de coordenar respostas a futuras crises de abastecimento e melhorar a transparência do mercado
Entre outras medidas, a Comissão estudará possíveis mecanismos de armazenamento estratégico e sistemas de compra conjunta para reforçar a capacidade de resposta a futuras tensões nos mercados e limitar a volatilidade dos preços.
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