LUKASZ KOBUS / EUROPEAN COMMISSION
BRUXELAS 29 jun. (EUROPA PRESS) -
O negociador comercial da União Europeia, o comissário Maros Sefcovic, e o ministro do Comércio da China, Wang Wentao, comprometeram-se nesta segunda-feira, em Bruxelas, a iniciar um diálogo concreto que permita obter “resultados tangíveis” para aliviar a tensão e reequilibrar as trocas comerciais até outubro deste ano, no máximo.
Foi o que anunciou Sefcovic em uma coletiva de imprensa, durante um intervalo nas intensas reuniões com seu homólogo chinês nesta segunda-feira na capital europeia, reuniões que ainda estavam programadas para continuar após a aparição do comissário para prestar contas das primeiras horas de negociações.
“Nossas equipes têm agora um mandato claro e um cronograma ambicioso para poderem apresentar resultados concretos até o outono deste ano”, afirmou o comissário, que indicou que o objetivo é que os negociadores aumentem a “intensidade e a frequência” dos encontros para avançar em um “roteiro claro” e possam apresentar, em setembro, uma avaliação dos progressos, antes que as delegações se reúnam novamente em nível político em outubro.
Como primeiro sinal de aproximação, o comissário destacou que as partes conseguiram chegar a um acordo sobre uma Declaração Conjunta pela primeira vez desde 2019 e que nela se enfatiza a “necessidade de fortalecer” o diálogo entre a União Europeia e a China em matéria de comércio e investimentos.
As partes “acordaram em estabelecer um mecanismo de acompanhamento conjunto para trocar dados relevantes, supervisionar os fluxos comerciais e apoiar o trabalho técnico com o objetivo de melhorar a transparência, aumentar a confiança mútua e gerenciar as fricções comerciais”, destaca o texto conjunto.
Essa aproximação ocorre apenas uma semana depois que os chefes de Estado e de Governo da UE instaram a Comissão Europeia a insistir no diálogo com Pequim, desde que fosse um diálogo que “trouxesse resultados” e isso sem deixar de explorar a forma como o bloco pode responder às práticas comerciais desleais de Pequim e corrigir o déficit comercial que ultrapassa 360 bilhões de euros por ano com o gigante asiático.
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