Publicado 24/06/2026 10:42

Bruxelas pede que os rótulos energéticos e de pneus sejam simplificados para se adequarem às vendas digitais

Estima-se uma economia de até 125 milhões de euros na próxima década para fabricantes e varejistas

Archivo - Arquivo - Celular escaneando um código QR
cedida - Arquivo

BRUXELAS, 24 jun. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia propôs nesta quarta-feira uma simplificação das normas sobre rotulagem energética e de pneus, com o objetivo de adaptar o sistema às vendas digitais, permitindo, em determinados casos, substituir o formato impresso pelo eletrônico e eliminando algumas obrigações para fabricantes e distribuidores, com o objetivo de reduzir os encargos administrativos e reforçar a fiscalização do mercado.

A reforma introduz maior flexibilidade na forma como as informações sobre eficiência energética devem ser fornecidas, dependendo do tipo de produto e do canal de venda, e prevê soluções como códigos QR ou etiquetas eletrônicas quando os artigos não são exibidos fisicamente ao consumidor, com o que Bruxelas estima uma economia de até 125 milhões de euros durante a próxima década para fabricantes e vendedores desses produtos.

A proposta, que agora deverá ser analisada pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho (governos), não altera, conforme explica a Comissão Europeia, o objetivo principal do sistema europeu de rotulagem energética, que continuará a exigir o fornecimento de informações claras e comparáveis sobre a eficiência de eletrodomésticos, dispositivos eletrônicos e pneus, tanto em lojas físicas quanto nas vendas pela internet.

O que muda é a forma como essas informações poderão ser apresentadas. Assim, a Comissão propõe que determinadas categorias de produtos possam utilizar etiquetas eletrônicas ou soluções digitais quando estas forem mais adequadas à forma de comercialização.

Entre os exemplos citados por Bruxelas, estão os refrigeradores de supermercados ou as máquinas de venda automática, que geralmente são comercializados entre empresas e não são expostos em estabelecimentos abertos ao público; por isso, Bruxelas propõe que as informações possam ser fornecidas por meio de um código QR incluído na documentação ou diretamente no produto.

Também estão previstas mudanças para aparelhos de aquecimento e refrigeração, que geralmente são comercializados por meio de instaladores; a Comissão Europeia considera que as informações sobre eficiência energética devem ser fornecidas ao consumidor juntamente com a oferta comercial e não necessariamente por meio da exposição física do produto.

A proposta inclui, além disso, medidas para simplificar a atualização do sistema de rotulagem quando houver alterações nas escalas de eficiência energética e para esclarecer as obrigações dos representantes de fabricantes estabelecidos fora da UE, com o objetivo, conforme destaca a Comissão, facilitar o cumprimento da regulamentação e reforçar os controles sobre os produtos comercializados no mercado europeu.

MENOS TRAMITAÇÕES PARA O SETOR AUTOMOTIVO

No caso dos pneus, a Comissão Europeia propõe eliminar a obrigação de os concessionários exibirem as informações em papel ao venderem um veículo novo, ao considerar que, na maioria dos casos, os compradores não podem escolher entre diferentes opções de pneus no momento da aquisição.

Bruxelas estima que essa medida permitirá uma economia de cerca de 40 milhões de euros por ano para o setor, principalmente devido à redução de burocracias consideradas desnecessárias.

O pacote também visa reforçar o uso do Registro Europeu de Produtos para Rotulagem Energética, um banco de dados que reúne atualmente mais de dois milhões de modelos de produtos comercializados na UE e que permite consultar informações adicionais sobre eficiência, garantias ou possibilidades de reparo.

A Comissão propõe dar maior visibilidade ao código QR incluído nas etiquetas para facilitar o acesso de consumidores e empresas a essa plataforma e melhorar o intercâmbio de informações entre fabricantes e autoridades nacionais.

Além disso, estuda-se a incorporação de novas funcionalidades para alertar sobre possíveis violações detectadas pelos órgãos de fiscalização do mercado e evitar que as empresas tenham que inserir várias vezes a mesma informação em diferentes bancos de dados.

De acordo com as estimativas do Executivo comunitário, a simplificação do sistema permitirá reduzir custos tanto para as empresas quanto para as autoridades de supervisão e contribuirá para o objetivo comunitário de reduzir as cargas administrativas em 25% até 2030 e em até 35% no caso das pequenas e médias empresas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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