Fred Guerdin/EU Commission /dpa - Arquivo
BRUXELAS 23 jan. (EUROPA PRESS) - A Comissão Europeia apresentará “em breve” uma proposta para prorrogar por seis meses a suspensão das retaliações sobre 93 bilhões de euros em compras aos Estados Unidos que a UE pretendia reativar neste dia 7 de fevereiro, em resposta às ameaças — já retiradas — do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas adicionais de 10% aos países europeus que participaram em manobras militares na Gronelândia.
“A Comissão apresentará em breve uma proposta para prorrogar a suspensão das contramedidas que está prevista expirar no próximo dia 7 de fevereiro”, indicou o porta-voz comunitário para o Comércio, Olof Gill, numa coletiva de imprensa em Bruxelas.
Segundo o porta-voz, o fim das tensões desta semana entre a Casa Branca e a União Europeia mostra que o bloco europeu “está totalmente preparado para reagir quando necessário”; e, nessa linha, ele quis deixar claro que a suspensão das retaliações não impede a UE de reativá-las a qualquer momento, se necessário.
A União Europeia chegou a um entendimento com “meios políticos e diplomáticos”, assegurou o porta-voz, que valorizou o fato de a União priorizar a resolução das diferenças por meio do diálogo em vez da opção de uma “espiral de medidas e contramedidas”, que prejudicaria as economias envolvidas e apenas “beneficiaria os rivais”.
Assim sendo, Gill afirmou que, com as tarifas adicionais pela crise aberta sobre a Groenlândia fora de questão, o acordo que Bruxelas e Washington selaram no verão passado para estabelecer um limite de 15% para a maioria das tarifas americanas em troca da renúncia da UE à imposição de contramedidas “pode ser implementado”.
“A presidente (da Comissão Europeia, Ursula) von der Leyen foi muito clara ao afirmar que um acordo é um acordo. A declaração conjunta (do verão na Escócia) é o nosso acordo e continua a ser o 'roteiro' para criar as condições estáveis e previsíveis necessárias para o comércio transatlântico”, resumiu o porta-voz comunitário.
“Para deixar claro, as medidas ficarão suspensas, mas se precisarmos delas em qualquer momento no futuro, elas podem ser reativadas”, reforçou o porta-voz comunitário, sem esclarecer a data concreta em que o Executivo comunitário apresentará a proposta.
Para que a prorrogação seja efetiva, os serviços comunitários têm de apresentar uma proposta formal aos 27, que numa reunião de peritos podem dar luz verde ou travá-la. Caso os governos não consigam chegar a um acordo a favor ou contra a medida, a responsabilidade pela decisão volta para a Comissão, que teria então o poder de a adotar formalmente.
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