Publicado 17/04/2026 11:07

Bruxelas não vê risco imediato de cancelamentos de voos devido à escassez de combustível

20 de agosto de 2025, Madri, Espanha: Um Airbus A320 da Iberia operando no Aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas, em Madri, Espanha, em 20 de agosto de 2025.
Europa Press/Contacto/Paulo Lopes

BRUXELAS 17 abr. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia descartou nesta sexta-feira a existência de um risco imediato de "cancelamentos generalizados" de voos devido à escassez de combustível, depois que as companhias aéreas alertaram que a falta de querosene poderia levar, a partir do mês de maio, ao cancelamento de rotas aéreas na Europa, como já estaria ocorrendo na Ásia.

“Não há indícios de uma escassez sistêmica de combustível que possa provocar cancelamentos generalizados de voos. Estamos acompanhando a situação de perto, também em conjunto com a Agência Internacional de Energia e o setor”, afirmou em uma coletiva de imprensa em Bruxelas a porta-voz da Comissão Europeia para Transportes e Energia, Anna-Kaisa Itkonen.

Essa foi a sua resposta depois que a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) estimou, em um comunicado, que até o final de maio poderiam começar a ocorrer cancelamentos de voos na Europa por falta de combustível, por isso, solicitaram às autoridades que garantam “cadeias de abastecimento alternativas” e que disponham de “planos bem comunicados e coordenados caso seja necessário o racionamento”, incluindo “a flexibilização das restrições do espaço aéreo”.

Diante disso, a porta-voz da Comissão reconheceu que o querosene continua sendo um ponto de atenção diante de possíveis interrupções no abastecimento, em um contexto marcado pela dependência de importações e pela incerteza no Oriente Médio.

“Estamos nos preparando para possíveis problemas de abastecimento no caso do querosene, que continua sendo motivo de preocupação, já que nossas refinarias cobrem cerca de 70% do consumo da UE e o restante depende de importações”, explicou Itkonen.

O QUEROSENE, PARTE DE UM MERCADO “GLOBAL E CONTÍNUO”

Depois que a Agência Internacional de Energia (AIE) alertou para possíveis problemas de abastecimento na Europa nas próximas semanas devido à crise no Oriente Médio, ela advertiu que a situação poderia se agravar se as tensões no Estreito de Ormuz persistirem, o que obrigaria Bruxelas a preparar “possíveis ações coordenadas no que diz respeito ao combustível do setor aéreo”.

No entanto, a Comissão matizou as estimativas da AIE e ressaltou que estas se referem à Europa como um todo e não especificamente à UE, ao mesmo tempo em que insistiu que isso não implica que o bloco ficará sem abastecimento.

Conforme explicou, o querosene faz parte de um mercado global “com fluxo contínuo, apoiado na produção constante, nas importações e nos estoques disponíveis”, o que permite absorver as tensões atuais sem que ocorra escassez.

Bruxelas lembrou ainda que os Estados-Membros são obrigados a manter reservas estratégicas equivalentes a 90 dias de consumo, que podem ser mobilizadas em caso de necessidade, embora, por enquanto, o mercado esteja se apoiando principalmente em estoques comerciais.

Paralelamente, defendeu a necessidade de uma coordenação constante com os países e a indústria para acompanhar a evolução do mercado e determinar possíveis medidas adicionais, ao mesmo tempo em que ressaltou que a UE mantém um acompanhamento “muito ativo” da situação.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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