Matias Chiofalo - Europa Press - Arquivo
BRUXELAS 23 jun. (EUROPA PRESS) -
O comissário europeu para a Agricultura e Alimentação, Christophe Hansen, defendeu nesta terça-feira a proposta da União Europeia para lidar com o aumento do custo dos fertilizantes e negou que haja “qualquer contradição” no uso dos recursos previstos, embora tenha admitido que o financiamento disponível é “limitado”, depois que alguns ministros do setor, entre eles o espanhol Luis Planas, tenham exigido um maior esforço financeiro por parte da União Europeia.
“Queremos ajudar nossos agricultores, mas o financiamento é limitado”, afirmou ele em coletiva de imprensa ao término do Conselho de Agricultura e Pesca da UE, realizado em Luxemburgo, ao ser questionado sobre as críticas expressas por vários Estados-membros ao plano comunitário, entre eles a Espanha, cujo ministro da Agricultura, Luis Planas, destacou nesta segunda-feira que a proposta era “absolutamente insuficiente”.
O comissário defendeu, no entanto, que a iniciativa apresentada por Bruxelas leva em conta as diferentes situações dos países e rejeitou as críticas pelo fato de parte dos auxílios provir de fundos já existentes da Política Agrícola Comum (PAC).
“Alguns Estados, por exemplo, já utilizaram todos os seus fundos de desenvolvimento rural ou os comprometeram integralmente, enquanto outros não. Mas devo dizer também que continua sendo dinheiro destinado à agricultura: ou já foi gasto com esse fim ou será gasto agora. Nós simplesmente oferecemos novas possibilidades e, por isso, não vejo nenhuma contradição”, esclareceu.
PRÓXIMOS DETALHES DO PACOTE
Hansen insistiu ainda que a situação do mercado continua complexa e alertou que os fertilizantes continuam sendo vendidos a preços “extremamente elevados”, embora tenha admitido que começam a ser observados alguns “sinais positivos”.
Nesse contexto, ele antecipou que o Executivo comunitário apresentará “em breve” aos Estados-membros os detalhes do pacote extraordinário de 540 milhões de euros anunciado este mês para ajudar agricultores e pecuaristas a lidar com o aumento dos custos.
“Devemos ajudar os agricultores a comprar fertilizantes, pois, caso contrário, também prejudicamos nossa segurança alimentar”, ressaltou.
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